27/09/2018 às 06h45min - Atualizada em 27/09/2018 às 06h45min

Festival Multiplicidade Oi Futuro 2018

O festival que está em sua 14ª edição, une musica, imagem e tecnologia

Tribuna da Bahia Anilson Salomão
Cristina Lacerda (Artista português Pedro Cruz, apresentando uma de suas obras)

Na ultima segunda-feira (17), aconteceu na cidade do Rio de Janeiro o lançamento Festival Multiplicidade 2018, no espaço Oi Futuro. O festival que tem a duração de dois meses é gratuito e livre para todas as idades.

O evento conta com a curadoria geral de Batman Zavareze, chegou a sua 14ª edição como o tema “Espaços Utópicos”, que contem experiência que unem imagem, música e tecnologias.

Batman Zavareze, curador geral do evento falou sobre o Festival Multiplicidade e a parceria criada com Oi Futuro. “Hoje em dia eu diria que é quase raro não acontecer, já são quatorze anos interruptos com o mesmo patrocinador. Não diria que o Oi Futuro é um patrocinador, mas sim um parceiro que veio em um momento em que o festival nasceu bastante inclassificável, onde as pessoas não entendiam um encontro de imagem e som, se era um espaço de DJ”. Pontuou Batman.

“Nascemos em 2005, inaugurando o prédio do Oi Futuro em uma época em que o teatro era só teatro, o cinema era só cinema, naquele momento já éramos multiplicidade já misturávamos tudo” destacou o Curador.

O festival apresentou a instalação Tape obra que é feita inteiramente de fita adesiva e que já passou pelas principais capitais do mundo, O interior da escultura é maleável, elástico e dobrável, no entanto a forma em si é estaticamente perfeita, idealmente ela segue as trajetórias das forças, sendo literalmente definida por elas.

Em outro ponto do museu também era feita a estréia da exposição inédita Existência Numérica, que utiliza dados em forma de arte, com obras de sete artistas brasileiros e estrangeiros que têm em comum o número como matéria-prima. 

Idealizada por Barbara Castro e Luiz Ludwig, com curadoria de Doris Kosminsky, a mostra traz obras interativas, dinâmicas e em tempo real voltadas para a visualização de dados, área emergente da ciência da computação.

O curador dói centro cultural Oi Futuro Alberto Saraiva, contou sobre a inauguração da exposição Existência Numérica. “Essa exposição tem como base a visualização de dados e sua mensuração que é utilizada varias de conhecimento.” Destacou Alberto.

“Essa exposição foi desenvolvida por curadores que são professores das universidades e com parcerias com universidades e artistas do exterior. A arte de fato agora trata essa idéia de visualização de dados e trabalha esses dados com características estéticas.” Disse Saraiva.

“É uma exposição que conecta pesquisa, universidade, centro cultural, ciência, tecnologia e arte, fazendo uma apresentação em espaço físico sobre isso.” Completou o Alberto Saraiva.

O artista português Pedro Cruz, que contribuiu com quatro peças para exposição contou sobre suas obras, “Três dessas obras falam diretamente com a visualização de dados, uma é sobre a imigração para os EUA quanto para o estado do Rio, onde uso imagem de anéis de arvores cortados para representar essa idéia de inclusão. Outra obra mostra visualização do trafego de Lisboa onde mostro o transito como um organismo vivo pulsando em veias.” Finalizou Pedro.


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