28/07/2018 às 04h40min - Atualizada em 28/07/2018 às 04h40min

Coutinho já acumula 1080 minutos sem ser substituído na Série B do Rio

Marjoriê Cristine

Agência O Globo -
Agência O Globo -

Você deve estar se questionando: Philippe Coutinho deixou o Barcelona para jogar na Série B do Rio? A resposta é não. Com sobrenome famoso e com o sonho de jogar em um grande clube do Brasil e do exterior, Gabriel Coutinho é um destaque do Gonçalense FC, que disputa a Série B1 do Campeonato Estadual carioca. Não é meia como o craque da seleção brasileira e não recebe nem 1% do que a cria do Vasco acumula mensalmente. Volante que migrou para lateral-direito, o Coutinho de São Gonçalo jogou todas as partidas do seu time no torneio até agora. Já são 12 jogos e 1080 minutos sem ser substituído.

Hoje, no duelo entre Olaria e Gonçalense FC, às 15h (de Brasília), na Bariri, pela 4ª rodada da Taça Corcovado, o jovem de 19 anos vai para a 13ª partida como titular da sua equipe. Ele não tem qualquer intenção de pedir para sair. Foram nove confrontos na Taça Santos Dumont e três na Taça Corcovado, até o momento.

— Estou fazendo um bom trabalho, não só eu, como todos os jogadores. O técnico me passa motivação para não pedir para sair. Minha preparação física ajuda, porque tenho essa força. Não sair de nenhum jogo se tornou um desafio – afirma o atleta, que não negou o cansaço excessivo. — Sim, eu sinto o cansaço durante e depois dos jogos. Mas é uma motivação a mais em cada jogo, procurando melhorar, passa por cima de qualquer sintoma de cansaço.

A força física de Coutinho não se resume a ser mantida apenas na preparação física feita no Gonçalense. O lateral ainda faz de duas a três vezes por semana um trabalho de musculação na academia. Tudo depende dos dias em que o time tem jogos. O descanso também ajuda na recuperação, o que geralmente acontece entre domingo e terça, os dias de folga. Além disso, a alimentação ajuda o atleta a manter a forma.

— A preparação no clube é muito boa. Fora de campo, sempre faço o algo a mais para estar mais a frente dos adversários. Faço a academia para ganhar força e, geralmente, no fim de tarde, muitas horas após o treino pela manhã. E alimentar bem também é um fator importante — afirma.

Coutinho é um jovem rodado. Morador do bairro Porto Velho, em São Gonçalo, começou no futsal aos 7 anos e depois migrou para o futebol. Treinou em um projeto da Casa de Espanha em parceria com o Botafogo até ir parar nas categorias de base do Flamengo. Foram quatro anos na base rubro-negra até ser dispensado. A saga nos gramados continuou pelo Boavista por dois anos; depois o Sampaio Correa, na qual jogou por três temporadas; nesse período, chegou a jogar jogar campeonatos fora do Brasil e foi parar no São Bento (SP), por 7 meses.

O Gonçalense também foi um clube onde Coutinho jogou na base, no início de 2017, saiu para atuar pelo Itaboraí na Série A do Rio 2018 e retornou como profissional para Série B1.

— Foram várias escolas diferentes que me deram experiência e me ajudaram na parte técnica. Cada clube tem seu método de trabalho, de formação, mas isso formou o atleta que sou hoje.


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