27/07/2018 às 12h30min - Atualizada em 27/07/2018 às 12h30min

Raí reclama, mas Fla tem mais árbitros paulistas em seus jogos; Bandeira não vê problema

João Pedro Fonseca e Marjoriê Cristine

Agência O Globo -
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Raí, ex-jogador e diretor executivo de futebol do São Paulo (Érico Leonan/saopaulofc.net/Reprodução

RIO — A disputa entre Flamengo e São Paulo pela liderança do Campeonato Brasileiro tem se transformado, também, em um jogo de bastidores. Após a derrota para o Grêmio, na quarta-feira, o executivo de futebol tricolor, Raí, e o meio-campista Hudson questionaram o sorteio de árbitros cariocas para partidas do vice-líder. Mas um levantamento do quadro de juízes desta Série A mostra que o rubro-negro tem lidado com apitadores paulistas em seus jogos com frequência ainda maior.

No domingo, o carioca Wagner do Nascimento Magalhães comandará o duelo tricolor contra o Cruzeiro. Será a terceira partida seguida do São Paulo com um apitador do Rio de Janeiro, depois de Marcelo de Lima Henrique arbitrar a vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians e Grazianni Maciel Rocha, a derrota para o Grêmio (2 a 1). Antes, o tricolor vencera o América-MG (3 a 1), na 7ª rodada, sob supervisão de Bruno Arleu de Araujo.

O número de confrontos do tricolor com árbitros cariocas é inferior aos cinco jogos do Flamengo sob comando de árbitros paulistas. A partida contra o Sport, no domingo, terá Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza no apito — será o terceiro jogo nas últimas seis rodadas com um árbitro de São Paulo no comando. Curiosamente, nas outras três ocasiões, o adversário era justamente do estado vizinho: Palmeiras, São Paulo e Santos.

Antes disso, Leandro Bizzio Marinho apitou Flamengo 2 a 0 América-MG, na 2ª rodada; Luiz Flavio de Oliveira, Flamengo 2 a 0 Internacional, na 4ª; Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Flamengo 2 a 0 Paraná, na 11ª; e novamente Luiz Flavio, Flamengo 2 a 0 Botafogo, na 14ª.

Apesar da manifestação à imprensa, na Arena do Grêmio, o tricolor não planeja, por ora, apresentar uma queixa formal à CBF.

O Flamengo, por sua vez, não considera um problema ter árbitros paulistas escalados para apitar os seus jogos. Ao EXTRA, o presidente Eduardo Bandeira de Mello ressaltou que as queixas do rubro-negro neste campeonato se deram em partidas comandadas por juízes do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Na 1ª rodada, o mato-grossense Wagner Reway marcou pênalti inexistente e expulsou Éverton Ribeiro. Na 5ª, o gaúcho Leandro Pedro Vuaden assinou penalidade de Jonas, que o rubro-negro questiona.

— É a primeira vez que acontece de alguém vincular o Flamengo à Ferj. O Flamengo sempre teve problemas com árbitros da Federação do Rio. Não vejo muito sentido. E o Flamengo, apesar de estar disputando (a liderança do campeonato) com o São Paulo, não tem nada contra os árbitros da federação paulista. Pelo contrário: eles são de muito bom nível — explicou Bandeira.

Já a CBF declarou ao EXTRA, por meio de sua Assessoria de Comunicação, que "todos os árbitros que estão no sorteio têm condições de trabalhar nas partidas" e que "sempre cuida dessas situações com cautela e está atenta às observações feitas pelos clubes". A entidade acrescenta que "os melhores quadros são disponibilizados para atuarem nas equipes de arbitragem, independentemente do estado de origem."


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