26/07/2018 às 05h20min - Atualizada em 26/07/2018 às 05h20min

Com agenda profissional cheia, Klebber Toledo faz pausa para casamento, sem direito a lua de mel

Naiara Andrade

Agência O Globo -
Agência O Globo -

Dupla função no teatro, uma série de TV, uma novela e, no meio disso tudo, um casamento. Conseguir um horário com Klebber Toledo daqui pra frente vai ser missão quase impossível. Produtor e diretor artístico de “Isaura Garcia — O musical”, que estreia hoje e fica até outubro no Oi Casagrande, no Leblon, o ator grava a segunda temporada de “Ilha de Ferro” no fim de agosto e, em setembro, emenda “Verão 90 graus”, trama que vai suceder “O tempo não para” às 19h, na Globo. Pausa para a vida pessoal só por conta da festa de casamento com Camila Queiroz, que acontece em Jericoacoara, no Ceará, na segunda metade do mês que vem (em 16 de junho, eles selaram a união no civil, em São Paulo). Já a lua de mel...

— Ih, só depois de “Verão”, já que Camila também vai estar na novela — desconversa Klebber, feliz por trabalhar numa mesma produção que a mulher: — É uma boa oportunidade de ficarmos mais tempo juntos. Ainda não sei se vamos contracenar. Independentemente disso, ela é muito talentosa e, em qualquer trabalho que esteja, agrega muito.

No recanto paradisíaco do Nordeste (“A energia de Jeri encantou a gente, o por do sol de lá é único”, explica ele), com a presença de muitos convidados famosos, Klebber e Camila vão receber as bênçãos da madrinha Cássia Kiss, atriz com quem ele já criou laços além da ficção.

— Fomos mãe e filho em “Morde & assopra” (2011) e, agora, voltamos a nos encontrar em “Ilha de Ferro” com o mesmo parentesco. Cássia virou família! — conta Klebber, aliviado por não usar mais o longo aplique de cabelo da primeira temporada da série (foto à esquerda): — Espero não voltar àquele visual! (risos). A caracterização foi necessária para compor Bruno, um cara muito intenso. “Ilha de Ferro” mescla amor, ódio, intrigas, crimes... É tudo que posso adiantar.

Por enquanto, foco no hoje: o paulista de 32 anos é só satisfação com a estreia de uma peça batalhada:

— Fiquei quatro anos captando recursos, mostrando a importância de Isaurinha para a cultura brasileira. É a terceira e, espero, definitiva montagem deste musical. Na segunda, em 2009, me desdobrei em dez personagens no palco. Agora, fico da coxia, mas, se precisar substituir qualquer ator, entro em cena feliz. Sei todas as marcações.

“Isaura Garcia – O musical” retrata a história dessa que é considerada uma das mais importantes intérpretes da MPB do século 20. Diferentemente das duas montagens anteriores, ambas estreladas por Rosamaria Murtinho, desta vez a veterana divide a cena e a personagem principal com Kiara Sasso e Soraya Ravenle. Vinte atores, 8 bailarinos e 12 músicos, além de cenários em 3D e um holograma da homenageada, tornam o espetáculo ainda mais grandioso.

— Quando Rick (Rick Garcia, neto de Isaura e sócio de Klebber) me chamou, disse que seria um prazer reviver Isaurinha, mas que não daria mais conta de fazê-la sozinha. Sou uma senhora de mais de 80 anos! — conta Rosamaria: — De mais de 20 músicas, agora só canto três.

Soraya, que confessa não ter interesse artístico em musicais desse estilo, foi arrebatada:

— Eu me sentei para ouvir Isaurinha e pensei “Que mulher incrível!”. Me apaixonei por ela, não tem mais volta. Talvez ela tenha me escolhido.

Com vários musicais da Broadway no currículo, Kiara vê esta oportunidade como estreia:

— Pela primeira vez, dou vida a um ícone brasileiro.


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