23/07/2018 às 16h30min - Atualizada em 23/07/2018 às 16h30min

Podolski, Boateng, Draxler... Jogadores dão apoio a Özil após meia renunciar a seleção alemã

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Agência O Globo -
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O atacante Lukas Podolski, Foto Divulgaçao

A despedida de Mesut Özil da seleção da Alemanha, por meio de uma carta em forma de desabafo, tem causado polêmica no país. Após a Federação de Futebol da Alemanha rebater as acusações de racismo feita pelo meia, ex-companheiros do craque fizeram questão de deixar mensagens nas redes sociais para exaltar os feitos do atleta do Arsenal.

O atacante Lukas Podolski, campeão em 2014 com Özil na Copa do Mundo, o zagueiro Jérôme Boateng, que disputou os últimos mundiais com o meia, e o meia Julen Draxler, que esteve na Rússia com o camisa 10, foram alguns dos atletas que escreveram depoimentos para Özil.

“Um torneio e uma noite histórica que nunca esqueceremos. Campeões Mundiais para sempre! Ganhamos muitas vezes juntos e, às vezes, o futebol não é só isso. Mas sempre foi mágico ter você como companheiro de clube e de seleção no país. Compartilhamos muitos momentos engraçados e risos juntos, e tenho certeza que voltaremos. Seja sempre feliz e mantenha seu espírito positivo”, afirmou Podolski, que também deixou de ser chamado para seleção nacional.

“Mesut Abi, sua técnica e estilo abriu a porta para a equipe nacional para jogadores como eu! Obrigado por tudo que você fez pelo futebol alemão. Você pode se orgulhar de suas muitas conquistas”, disse Draler, meia do PSG.

“Foi um prazer, Abi", escreveu Jérôme Boateng, do Bayern de Munique, ao postar um foto.

Mas veio de Jonas Hector um relato de como Özil foi importante para seleção da Alemanha e porque a diversidade deve ser aceita de todas as formas. O lateral-esquerdo do Colônia jogou o último Mundial da Rússia com o meia, e reclamou das pessoas que estão comemorando a saída do amigo da seleção alemã.

“Aqui está um breve texto sobre a renúncia de Mesut Özil da equipe nacional. Muitos dizem que ele não fez nada na seleção, não jogou uma boa Copa do Mundo e não seria um alemão de verdade. Ele jogou 92 vezes pela seleção alemã. Ele ajudou a moldar uma era de sucesso, dentro e fora do campo. Ele tinha uma atribuição decisiva para que a Alemanha conquistasse o Mundial de 2014 no Brasil. É por isso que Mesut é e continua a ser uma lenda para mim, e espero que para todos os outros por causa do seu excelente desempenho na camisa da seleção alemã.

Além disso, a diversidade é uma força, não só no futebol. Os futebolistas com antecedentes de migração permanecem e pertencem à DFB e ao nosso país. Nós jogamos e vivemos juntos com nossas diferentes raízes familiares, nossas religiões e culturas. O que tudo isso tem que ligar e desligar o tom para nós é a obediência ao estabelecido nas leis de direitos humanos básicos, as ações de expressão ea liberdade de imprensa e respeito, a tolerância e o fair play!

E sobre o assunto que Mesut não jogou uma boa Copa do Mundo: Na DFB nós ganhamos e perdemos juntos, todos, como UMA EQUIPE! E com certeza, ele não jogou sua melhor Copa do Mundo, mas ninguém jogou também! Nosso país só tem ódio e racismo! E isso é muito triste! Muitas pessoas foram esperançosamente abertas com a renúncia de Mesut! Questione cada um você mesmo!”, desabafou Hector.


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