04/08/2022 às 09h01min - Atualizada em 05/08/2022 às 00h12min

Dólar fecha em queda após BC elevar juros

Nesta quinta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,06%, a R$ 5,2219.

G1
https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/08/04/dolar.ghtml

Nesta quinta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,06%, a R$ 5,2219. Notas de dólar
Reuters
O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (4), após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic para 13,75% ao ano, como o esperado.
A moeda norte-americana recuou 1,06%, vendida a R$ 5,2219. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, o dólar recuou 0,02%, a R$ 5,2780. Com o resultado desta quinta, passou a acumular alta de 0,92% no mês e na semana. No ano, tem desvalorização de 6,33% frente ao real.
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O foco dos mercados permaneceu na trajetória de alta dos juros em diversas economias diante da disparada da inflação, o que tem reforçado os temores de uma recessão global.
No Reino Unido, o banco central britânico anunciou o maior aumento da taxa de juros em 27 anos nesta quinta-feira (4), com uma elevação de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, para 1,75% - seu nível mais alto desde o final de 2008.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na véspera, por unanimidade, elevar a taxa Selic de 13,25% ao ano para 13,75% ao ano, deixando a porta aberta para uma nova elevação na sua próxima reunião.
Foi o 12º aumento consecutivo na taxa de juros. Com isso, a Selic alcançou o maior patamar desde novembro de 2016, quando estava em 14% ao ano. Ou seja, em quase seis anos.
Em seu comunicado, o Copom disse considerar apropriado que o ciclo de alta "continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista" – isto é, que a Selic continue subindo.
A expectativa dos analistas do mercado financeiro é que a Selic deve permanecer no patamar atual de 13,75% até maio de 2023 – quando começará a cair, se os cenários se confirmarem. A previsão é que a taxa termine o próximo ano em 10,5% ao ano.
Na agenda do dia, a FGV mostrou que o Indicador Antecedente de Emprego do Brasil teve ligeira queda em julho, interrompendo três meses consecutivos de alta.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/08/04/dolar.ghtml
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