04/08/2022 às 10h04min - Atualizada em 05/08/2022 às 00h12min

Ibovespa sobe e volta a ter alta no ano, com investidores apostando no fim das altas de juros

Nesta quinta-feira, o principal índice de ações da B3 subiu 2,04%, a 105.892 pontos.

G1
https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/08/04/ibovespa.ghtml
Nesta quinta-feira, o principal índice de ações da B3 subiu 2,04%, a 105.892 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, subiu forte nesta quinta-feira (4), um dia após o Banco Central elevar a taxa básica de juros do país a 13,75%. Os agentes econômicos esperam que o BC esteja no fim do ciclo de altas da Selic, o que favorece investimentos de risco.
O índice teve alta de 2,04%, a 105.892 pontos. É a maior pontuação desde 9 de junho (107.094 pontos). Veja mais cotações.
Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,40%, a 103.775 pontos. Com o resultado de hoje, o indicador tem alta de 2,64% no mês. No ano, a bolsa volta ao campo positivo e acumula alta de 1,02%.
Selic vai a 13,75%; entenda como a taxa afeta o seu bolso
O que está mexendo com os mercados?
O foco dos mercados permanece na trajetória de alta dos juros em diversas economias diante da disparada da inflação, o que tem reforçado os temores de uma recessão global.
No Reino Unido, o banco central britânico anunciou o maior aumento da taxa de juros em 27 anos nesta quinta-feira (4), com uma elevação de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, para 1,75% - seu nível mais alto desde o final de 2008.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na véspera, por unanimidade, elevar a taxa Selic de 13,25% para 13,75% ao ano, deixando a porta aberta para uma nova elevação na sua próxima reunião.
Foi o 12º aumento consecutivo na taxa de juros. Com isso, a Selic alcançou o maior patamar desde novembro de 2016, quando estava em 14% ao ano. Ou seja, em quase seis anos.
Em seu comunicado, o Copom disse considerar apropriado que o ciclo de alta "continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista" – isto é, que a Selic continue subindo.
Mas os agentes de mercado ficaram otimistas porque o comunicado também afirma que o BC "avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião", o que pode indicar que o ciclo de altas está chegando ao fim.
A expectativa dos analistas do mercado financeiro é que a Selic deve permanecer no patamar atual de 13,75% até maio de 2023 — quando começará a cair, se os cenários se confirmarem. A previsão é que a taxa termine o próximo ano em 10,5% ao ano.
Na agenda do dia, a FGV mostrou que o Indicador Antecedente de Emprego do Brasil teve ligeira queda em julho, interrompendo três meses consecutivos de alta.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/08/04/ibovespa.ghtml
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