28/07/2022 às 02h36min - Atualizada em 29/07/2022 às 00h00min

Refluxo atinge 20% da população brasileira

Especialista Fábio Strauss fala sobre a doença e os tratamentos disponíveis

SALA DA NOTÍCIA Via Assessoria
Freepik
Uma doença que atinge milhões de brasileiros diariamente e provoca aquele incômodo depois de uma simples refeição, mas fique tranquilo. “O refluxo tem cura. O tratamento varia para cada caso com base na causa do que provocou a doença”, revela o cirurgião gastrointestinal, Fábio Strauss.
Cerca de 25 milhões de brasileiros sofrem com a doença como apontam os dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD). Isso representa 12% da população do país. Já pesquisas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), apontam que esse número pode ser ainda maior. Pelo menos 20% dos brasileiros sofrem ou já sofreram com essa doença.
Por isso é bom ficar atento aos sinais de ardência ou queimação entre a boca e o estômago. “Os sintomas mais característicos são azia e queimação, porém outros podem parecer como tosse crônica, casos de asma e até rouquidão na voz”, explica Dr. Fábio Strauss.

O médico ainda conta que além do exame clinico, a identificação do quadro também é feita com um exame endoscopia digestiva alta. O “refluxo é causado quando o musculo no fim do esôfago deveria ficar fechado, mas fica aberto e isso permite que o ácido saia do estomago e volte para o esôfago. Outra questão que causa refluxo é quando os pacientes têm hérnia de hiato - quando uma parte do estomago sobre para o tórax”.
Existem várias causas para o refluxo. “Entre elas está a obesidade, a alimentação irregular e o histórico familiar porque as vezes a pessoa não é obesa, e tem uma boa alimentação, mas apresenta o quadro”, detalha o cirurgião.
O diagnóstico correto da causa do refluxo é fundamental para o tratamento. “Pode variar desde as mudanças de hábitos alimentares até cirurgia para correção do quadro. Por exemplo, pode ser a perda de peso, caso o paciente esteja acima do peso e aí entra mudanças de hábitos alimentar e a pratica de atividade física. Em alguns casos é preciso medicação e em outros é preciso a intervenção cirúrgica”, finaliza o cirurgião gastrointestinal, Fábio Strauss.
 


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