26/07/2022 às 14h57min - Atualizada em 27/07/2022 às 11h00min

Hospitais referência em câncer ósseo, em MG, recebem o projeto ABOO Visita

Ação da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica visa otimizar o acesso dos pacientes aos centros

SALA DA NOTÍCIA Assessoria de imprensa

Seis instituições de saúde mineiras, referência no tratamento de câncer ósseo, receberam o projeto ABOO Visita, iniciativa da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO), que visa otimizar o acesso e o atendimento aos pacientes da doença. O presidente da ABOO, Edgard Engel, esteve na Santa Casa de Belo Horizonte,  Hospital da Baleia, Hospital das Clínicas e Hospital São Francisco de Assis, também em Belo Horizonte; além da Clínica Oncológica Norte de Minas e Hospital Oncovida, em Montes Claros. Em breve, outros centros mineiros também serão visitados, localizados em Uberaba e Uberlândia.

O projeto envolve a visitação aos centros de maior volume cirúrgico de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), em diversos estados brasileiros. Ao todo, 58 centros foram escolhidos a partir de um levantamento feito entre 2008 e 2019, o qual identificou a distribuição geográfica, abrangência e volume de atendimento dos pacientes submetidos à hemipelvectomias (procedimento comumente realizado para tratar condições oncológicas da pelve) e ressecções de tumores ósseos pelo SUS. As visitas iniciaram em maio, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e ocorrerão até fevereiro de 2023.

Durante as visitações, o presidente da ABOO conheceu as estruturas das unidades; como funciona o grupo de Oncologia Ortopédica; o atendimento; quais as orientações para o encaminhamento de pacientes, por parte de especialistas de outras áreas; perfil da equipe (se há residentes, alunos de graduação, quais especializações compõem o quadro), além de mapear quais questões podem ser aprimoradas para melhorar a prestação do serviço. 

“Todos os hospitais que visitamos têm condições adequadas para fazer o diagnóstico e o tratamento dos tumores ósseos, e atuam para agregar novas tecnologias. Conhecer melhor o funcionamento do trabalho nos ajuda a aprimorar o acesso dos pacientes ao tratamento, dando, assim, mais qualidade ao atendimento”, pontua Dr. Edgard.

 

Raridade da doença desafia diagnóstico precoce

Embora o câncer ósseo seja um tipo raro - representa apenas 2% do total de cânceres diagnosticados - os esclarecimentos se fazem de extrema importância, uma vez que a raridade da doença é a principal dificuldade para o diagnóstico precoce, com sintomas que podem ser confundidos com outras afecções mais comuns.

Como os ossos são responsáveis por dar apoio e sustentação ao corpo, o câncer ósseo manifesta-se, principalmente, pela dor durante o apoio ou as atividades. Outro sinal frequente é a formação de uma massa dura e de crescimento rápido que, geralmente, pode ser palpada. “É muito comum o paciente relacionar o aparecimento dos sintomas com traumatismos e contusões. No entanto, quando a dor e o aumento de volume não cedem com o tratamento inicial ou progridem com o tempo, é necessário repetir o exame clínico e realizar uma radiografia. Eventualmente, a radiografia faz o diagnóstico de uma doença agressiva e que merece avaliação especializada”, explica Engel.

Na população infantojuvenil, o câncer ósseo é o terceiro mais frequente, depois das leucemias e do câncer do cérebro.

No adulto e no idoso, a parte óssea constitui foco muito importante de disseminação do câncer de outros órgãos - as metástases ósseas.


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