24/07/2022 às 09h26min - Atualizada em 24/07/2022 às 12h21min

Facão na cintura e berrante na mão: conheça o dia a dia dos peões em uma comitiva

A jornada do Globo Rural pelo Pantanal continua. Nesse segundo episódio, o programa explica a função de cada integrante de uma comitiva e mostra a seca no bioma e os seus impactos sobre o gado.

G1
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2022/07/24/facao-na-cintura-e-berrante-na-mao-conheca-o-dia-a-dia-dos-peoes-em-uma-comitiva.ghtml
A jornada do Globo Rural pelo Pantanal continua. Nesse segundo episódio, o programa explica a função de cada integrante de uma comitiva e mostra a seca no bioma e os seus impactos sobre o gado. Facão na cintura e berrante na mão: conheça o dia a dia dos peões em uma comitiva
A aventura do Globo Rural pelo Pantanal continua. E, nesse segundo episódio, o programa mostra como é o dia a dia dos peões e a função de cada um deles. Já se perguntou, por exemplo, para que serve o famoso berrante ou o facão?
Nessa edição, veja ainda como a seca vem afetando o gado. Durante o trajeto, alguns animais acabaram ficando pelo caminho por causa da fome e da sede.

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Há 38 anos, o programa fez uma jornada semelhante pelo Pantanal (relembre aqui) e, agora, refaz o percurso em três episódios. O primeiro foi apresentado no último domingo (17) e mostrou os preparativos de uma comitiva.
Veja o trajeto que o Globo Rural percorreu no Pantanal
Função de cada peão
O grupo que o Globo Rural acompanhou tem cinco peões para guiar 200 bois.
Na frente, fica o ponteiro, que mostra o caminho para o gado e determina a velocidade da marcha. Os fiadores ficam nas laterais para que os animais não fujam. E, atrás, vão os culateiros, que não podem deixar nenhum animal para trás.
O casal Anderson e Rosa fazem o trajeto por fora em uma caminhonete, carregando alimentos e a bagagem dos peões. Na região, não tem estrada para caminhão. Mas, hoje, com a planície seca, alguns veículos menores conseguem rodar.
Pelo caminho, a reportagem viu que ainda tem comitiva usando animais para o transporte de mantimentos. Em 1984, quando o Globo Rural acompanhou um grupo nessa mesma região, o cozinheiro ia na frente da boiada com burros cargueiros.
Rendimentos
Todos que trabalham na comitiva são autônomos e ganham de acordo com o serviço que aparece.
Dependendo da função, um peão consegue tirar entre R$ 1.700 e R$ 2.500 no mês. O dinheiro sai do bolso do peão Clayton. Ele ganha, da fazenda em que o gado será leiloado, o equivalente a um salário-mínimo por dia de comitiva.
Pantanal seco
Veja como a seca vem mudando o Pantanal e seus impactos no rebanho
Em 1984, a paisagem do Pantanal era bem diferente. As margens do Rio Taquari, por exemplo, estavam sempre inundadas na época de chuvas, o que dificultava a passagem dos bois.
Mas, atualmente, o leito do Taquari lembra mais uma estrada de areia serpenteando a região sul do Pantanal.
Walfrido Tomas, especialista no bioma pantaneiro, acompanha de perto essa degradação e explicou por que isso vem ocorrendo. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima.
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Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2022/07/24/facao-na-cintura-e-berrante-na-mao-conheca-o-dia-a-dia-dos-peoes-em-uma-comitiva.ghtml


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