17/07/2022 às 14h21min - Atualizada em 17/07/2022 às 14h21min

Quero manter o auxílio de R$ 600 caso vença as eleições, diz Lula

Auxílio Brasil foi criado em 2021, pelo governo Bolsonaro, no valor de R$ 400, em substituição do programa Bolsa Família; valor pode subir para R$ 600 com a aprovação da PEC dos Benefícios

AB Notícia News
CNN
Reprodução
O pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que tem a intenção de manter o Auxilio Brasil de R$ 600 caso vença as eleições em outubro. Ele lembrou que o valor já era defendido pelo PT em 2020, no primeiro ano da pandemia de Covid-19.
 
O petista também criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) por criar benefícios que terminam em dezembro.
 
“Eu quero manter [o valor]. O PT queria que o auxílio fosse de R$ 600 já em 2020. Bolsonaro que fez uma coisa engraçada: criou uma série de benefícios em período eleitoral que duram até dezembro. Depois disso, vale a palavra do Bolsonaro, que não vale nada, como o mundo sabe, porque todo mundo sabe que ele é um mentiroso”, afirmou em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada nesta terça-feira (12).
 
A CNN procurou a assessoria do presidente para comentar as declarações, mas ainda não obteve resposta. No final de junho, Bolsonaro justificou o aumento do auxílio para R$ 600 como uma resposta do governo ao “sofrimento dos mais humildes” e uma forma de “atender a todos”.
O Auxílio Brasil surgiu em 2021 em substituição ao Bolsa Família, com um valor de R$ 400. Com a PEC dos Benefícios que tramita no Congresso, o benefício poderá chegar a R$ 600.
 
Questionado sobre a possibilidade de os benefícios criarem uma “bomba fiscal de R$ 41 bilhões” para o próximo governo, Lula afirmou que governou com “responsabilidade fiscal, social, econômica” durante oito anos e voltou a criticar o teto de gastos.
 
“Em nenhum país existe esse teto. Nem no Brasil, onde a toda hora se cria uma exceção ao teto. O maior problema de teto no Brasil são as milhares de famílias que viraram sem teto nas grandes cidades, morando nas ruas. Esse é o teto que me preocupa”, afirmou.
 
O ex-presidente também disse que irá conversar sobre o chamado orçamento secreto com o Congresso eleito pelas urnas em 2022. “Eu quero que o país tenha um orçamento participativo, com as pessoas podendo participar pela internet, opinar no destino dos recursos dos seus impostos”, defendeu.
 

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