23/07/2018 às 10h15min - Atualizada em 23/07/2018 às 10h15min

Depois de duas decepções, Griezmann brilha e leva a França ao bi mundial

Bruno Marinho, enviado especial

Agência O Globo -
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MOSCOU - Chegou o momento de Antoine Griezmann, enfim. Foram duas decepções duras que ele teve de amargar na carreira até chegar à decisão da Copa do Mundo da Rússia, mas no fim tudo valeu a pena. O atacante do Atlético de Madrid foi o grande nome da França na partida em que sua seleção venceu a Croácia por 4 a 2 e conquistou o bicampeonato mundial. Ele participou de três dos quatro gols marcados pela equipe treinada por Didier Deschamps, que agora se junta a um seletíssimo grupo de jogadores campeões do mundo que posteriormente também conseguiram triunfar como técnico: o brasileiro Zagallo e o alemão Franz Beckenbauer.

Aos 27 anos, Griezmann pode finalmente dizer que tem um grande título para chamar de seu. Pelo Atlético de Madrid, chegou à decisão da Liga dos Campeões como o grande jogador da equipe. Perdeu um pênalti na final contra o Real Madrid, entretanto, e voltou para casa com a primeira grande tristeza no esporte. A segunda ocorreu dois anos atrás, quando era a referência técnica da França na Eurocopa disputada em solo francês. Com a responsabilidade do mundo nas costas, foi o artilheiro da competição, mas justamente na final passou em branco e viu Portugal dar a volta olímpica no Stade de France.

Dessa vez, foi tudo diferente. Quando a França precisou, Griezmann esteve lá. Cobrou a falta no gol contra de Mandzukic e teve muita frieza para converter o primeiro pênalti marcado graças ao VAR numa final de Copa do Mundo. No terceiro gol, marcado por Pogba, foi ele quem escorou a bola para o meia do Manchester United finalizar.

Antes, a Croácia fazia jogo duro, vendia caro a derrota. No primeiro tempo, chegou a ter mais o domínio do jogo, até a França abrir o placar. Nem mesmo o revés foi capaz de tirar o ímpeto dos croatas, que chegou ao empate com Perisic. Mas a seleção francesa contou com o pênalti para descer para o intervalo em vantagem.

Na segunda etapa, a equipe de Deschamps abriu 4 a 1 no placar, com Pogba e Mbappé, mas nenhum deles conseguiu brilho maior do que Griezmann, eleito o melhor jogador da partida. Nem mesmo a falha bisonha de Lloris, que propiciou o gol de Mandzukic, foi capaz de ofuscar tudo que o camisa 7 já tinha feito. Pode comemorar, Griezmann, seu dia chegou.


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