26/05/2022 às 12h20min - Atualizada em 27/05/2022 às 00h05min

Uso de satélite para levar internet à Amazônia já acontece antes de Elon Musk

Sencinet avança em conectar escolas no Peru e estruturas do poder judiciário no Estado do Amazonas

SALA DA NOTÍCIA Compliance Comunicação
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Apesar de toda expectativa gerada nos últimos dias em torno do projeto que envolve a Starlink, rede de satélites da SpaceX, do bilionário Elon Musk para levar acesso à internet a lugares remotos, a realidade é que o uso deste tipo de tecnologia envolvendo satélites não chega a ser uma novidade na América Latina. Prova disso é que a Sencinet, integradora de telecomunicações e serviços em nuvem, está em plena fase de operação em dois projetos iniciados há mais de seis meses.

Em outubro do ano passado, a empresa venceu duas licitações neste sentido. Uma delas se refere ao  Programa Educação Básica para Todos (MINEDU / 26), do Ministério da Educação do Peru. O outro é relativo à conexão entre a Sede da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Amazonas e suas unidades jurisdicionais do interior do Estado.

O projeto peruano tem como foco  instalar e manter equipamentos como antenas VSAT em 1.303 escolas em áreas de difícil acesso por três anos em território peruano para conexão, via satélites nas bandas Ka e Ku. A operação, que está em plena fase de execução, permitirá que cerca de 200 mil estudantes peruanos tenham internet disponível em seus estabelecimentos de ensino até o final deste ano. 

Já no caso do poder judiciário amazonense, o serviço envolve a utilização de satélite na banda Ku, contemplando o fornecimento de equipamentos, instalação, operação, manutenção e gerência proativa dos serviços contratados.

O diretor executivo de vendas e marketing da Sencinet, Jayme Ribeiro, explica que ao longo da história, a empresa já desenvolveu  inúmeros projetos semelhantes em países como Brasil e Colômbia, levando conexões de qualidade a regiões remotas da floresta amazônica que só podem ser alcançadas de barco, por exemplo.

“O satélite é usado como um link de comunicação primário ou backup para garantir a flexibilidade e escalabilidade de rede ao permitir aumento da largura de banda larga para novas aplicações e crescimento em locais remotos”, completa.

O executivo comenta ainda que novas tecnologias como a  “Spot beam” facilitam ainda mais a consolidação dos satélites nesse tipo de uso. Isto porque este novo modelo de atuação permite que a potência do sinal do satélite seja direcionada para pontos específicos do país, ao contrário do modelo tradicional, no qual toda a potência do sinal é distribuída por uma larga cobertura, como um país inteiro ou um continente inteiro. Essa inovação permite o reuso de frequências e o uso de feixes específicos que cobrem cada região,  entregando maior potência a menores custos.”, comenta. 


 
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