23/07/2018 às 10h15min - Atualizada em 23/07/2018 às 10h15min

Com o mesmo tempo em campo da seleção inglesa, Modric precisa superar o cansaço para levar a Croácia à final

Igor Siqueira e Tatiana Furtado

Agência O Globo -
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Moscou - Rakitic cobrou o pênalti, a Croácia eliminou a Rússia e avançou à semifinal da Copa do Mundo. Num misto de euforia e cansaço, croatas desabaram no chão ou levaram as mãos no joelho num evidente sinal de cansaço. A pergunta agora é: sobrou fôlego para enfrentar a descansada Inglaterra na semifinal de amanhã?

Nenhum dos semifinalistas esteve em campo mais tempo que a Croácia, que jogou 547 minutos por causa das duas prorrogações seguidas. E talvez um dado mais simbólico: nenhum dos jogadores da Inglaterra se movimentou mais do que Modric, de 32 anos, com quase 51 quilômetros. Ficou no gramado por 517 minutos — mesmo número acumulado da seleção inglesa.

Nos cinco jogos até aqui, os números provam o quão fundamental Modric é na criação do time. Sua precisão chega a 83% de passes certos. Ou seja, toda bola passa pelos pés do meia do Real Madrid.

Nem mesmo na partida contra a Islândia, a última da primeira fase, com o time já classificado, ele ganhou uma folga completa do treinador.

— Todo mundo está pronto. É uma semifinal de Copa. Ninguém vai reclamar de nada. Estamos finalmente perto de um feito. Vamos deixar a última gota do nosso suor para conquistar nosso objetivo — disse o atacante Mandzukic.

O desgaste não se resume aos cinco jogos até o momento na Copa. Assim como a maioria dos jogadores das grandes ligas europeias, o ano de Modric começou em julho de 2017. Antes da estreia com a Nigéria, o croata já tinha entrado em campo 56 vezes pelo Real Madrid e pela seleção, num total de 4.583 minutos de jogo.


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