20/09/2019 às 06h52min - Atualizada em 20/09/2019 às 06h52min

Prefeitura vai criar plano de manejo do bambuzal do aeroporto de Salvador

A Prefeitura, por meio da Secis, é uma das apoiadoras do projeto e a responsável por desenvolver o Plano de Manejo do bambuzal. O documento vai orientar como preservar essa vegetação e estabelecer critérios de funcionamento e manuseio

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Divulgação
Quando o pesquisador paulista João Aparecido Nunes desembarcou pela primeira vez em Salvador, estava ansioso por conhecer aquilo que para ele é o maior cartão-postal da cidade: o bambuzal do Aeroporto Internacional Deputado Luiz Eduardo Magalhães. "Eu já viajei para muitos lugares para palestrar sobre o bambu e sempre ouvi falarem bem desse verdadeiro monumento de Salvador. A estética do túnel identifica a cidade e eu estou muito feliz de conhecer pessoalmente o local", disse.

Nunes é um dos especialistas que, nesta quarta (18), Dia Mundial do Bambu, participou de uma vistoria técnica no bambuzal do aeroporto junto com as secretarias de Manutenção (Seman) e de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), além de integrantes da Superintendência de Obras Públicas (Sucop), Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Fundação Gregório de Mattos (FGM), Transalvador, Base Aérea, Vinci Airports e pesquisadores nacionais e internacionais. Dessa iniciativa sairá um plano de manejo técnico e orientações adequadas para a gestão e recuperação do bambuzal.

Essa vistoria integra a programação do seminário internacional “Cadeia produtiva do bambu: realidade e potenciais”, organizado pela Faculdade de Arquitetura da Ufba. A Prefeitura, por meio da Secis, é uma das apoiadoras do projeto e a responsável por desenvolver o Plano de Manejo do bambuzal. O documento vai orientar como preservar essa vegetação e estabelecer critérios de funcionamento e manuseio.

Bambu

"De madeira nobre, com valor nutricional e com mais de 1001 utilidades". É assim que o pesquisador João Nunes descreve o "Bambusa Vulgaris", nome científico para a espécie do bambu encontrada no aeroporto e popularmente chamado pelos soteropolitanos de "bambivis". Ele explica que o material não serve apenas para comida de Panda: "o broto do bambu, por exemplo, é comestível para os seres humanos", afirmou. "Meu grupo está produzindo a partir desse broto uma farinha que tem mais valor nutricional do que a de mandioca ou de trigo", complementou.

Com tantas utilidades e como um cartão postal da cidade, o bambuzal do aeroporto vai ter um Plano de Manejo que vai ser publicado no Diário Oficial ainda esse ano. “Nós fomos mobilizados pela necessidade de maior cuidado do local e pelo convite dos professores da Ufba para que participássemos do evento. O plano vai orientar a Prefeitura e sociedade à preservação desse ícone do paisagismo e da cidade”, disse André Fraga, secretário da Secis.


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