05/05/2022 às 12h54min - Atualizada em 12/05/2022 às 00h01min

Guerra e pandemia em sala de aula

Alunos do Colégio AZ, no Rio de Janeiro, debatem temas da atualidade em evento de simulação

SALA DA NOTÍCIA Juliana Prestes
Divulgação
Nos dias 19 e 20 de maio, o Colégio AZ, com cinco unidades no Rio de Janeiro, realiza o SimulAZ, evento de simulação de reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU) e órgãos políticos, como o Senado Federal, voltados para os alunos do ensino médio. Os debates envolvem temas da atualidade como a Guerra da Ucrânia e pandemia de Covid-19. O objetivo é fazer com que os estudantes compreendam e debatam assuntos atuais e de importância histórica, se aprofundando nas temáticas e desenvolvendo a capacidade de argumentação sob diferentes perspectivas.

Para essa edição, os 160 alunos participantes foram divididos em cinco comitês:

1) Imprensa - com produção de notícias em tempo real em português, inglês e espanhol
2) Político - Simula uma sessão do Senado Federal que em 2018 discutiu a flexibilização das leis trabalhistas
3) Histórico - Simula a Conferência de Berlim sobre a demarcação de fronteiras no continente africano
4) ONU - Simula a reunião de 28/02 do Conselho de Segurança da ONU, sobre a questão da Guerra da Ucrânia, após a invasão da Rússia
5) OMS - Simula o contexto de março/2020 quando a OMS decretou a pandemia de Covid-19

Nas simulações da ONU, os estudantes interpretam delegados e defendem a política externa de seus países na busca de soluções para problemas complexos, seja atual ou simulando um evento histórico. No caso das simulações políticas, a interpretação ocorre a partir de senadores de determinados partidos que debaterão um projeto de lei e a viabilidade de sua aprovação.

Para poderem se preparar para o debate, os alunos recebem guias de estudo e realizam treinamentos. Além disso, todos são estimulados a fazer pesquisas, estudar o tema profundamente, e entender a posição que irá defender na simulação.

Os alunos são orientados a se vestir conforme os costumes e o protocolo de uma reunião formal, além de adequar a linguagem à simulação diplomática.

O professor de geografia e coordenador da atividade, Rodrigo Magalhães, destaca a importância do evento: “As simulações proporcionam uma evolução fantástica, principalmente no desenvolvimento da capacidade argumentativa e nas negociações. A preparação adequada leva a um debate rico e de alto nível entre os jovens, já que eles precisam demonstrar clareza e objetividade em suas falas. Além disso, o desafio enfrentado logo no início é separar as opiniões pessoais das posições defendidas pelos países e pelas personalidades que os estudantes representam.”


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