23/07/2018 às 10h15min - Atualizada em 23/07/2018 às 10h15min

Neymar vê sprint rumo à Bola de Ouro ser jogado para escanteio com eliminação do Brasil

Bernardo Mello e Bruno Marinho

Agência O Globo -
Agência O Globo -

São seleções que jogam, vencem ou perdem uma Copa do Mundo, mas também há projetos pessoais erguidos ou derrubados no meio do processo. Neymar, o centro das atenções da Copa - após as saídas de Messi e Cristiano Ronaldo -, viu uma ducha de água fria desabar no sonho de vencer o prêmio de melhor jogador do mundo. A tormenta foi vermelha e se manifestou nos gols da Bélgica, que venceu por 2 a 1 e eliminou a seleção brasileira nas quartas de final.

O sprint de Neymar rumo à Bola de Ouro foi jogado para escanteio junto com a bela defesa de Courtois, nos acréscimos do segundo tempo, após um chute colocado do brasileiro na entrada da área. Para o atacante, a espalmada foi o ponto final de uma temporada de escolhas que, ainda que não parecessem erradas, não alcançaram o objetivo traçado.

- Neymar é um dos melhores do mundo. Mas agora que o Brasil saiu da Copa não sei se fica mais difícil para ele conquistar o prêmio - avaliou o volante belga Witsel, antes de puxar sardinha para sua equipe. - Para mim, Hazard pode ser o melhor jogador desta Copa.

Ao trocar o Barcelona pelo PSG, há um ano, Neymar tinha como propósito principal - se não único - encontrar um espaço em que brilhasse fora da sombra de outros craques, especialmente Messi. O talento do brasileiro não foi suficiente para levar o PSG além das oitavas de final da Liga dos Campeões. Para piorar, veio a fratura no pé direito.

A forma do brasileiro não foi problema nesta Copa. O conteúdo é que ficou em xeque: simulações, quedas teatrais, o excesso de atenção despertada por Neymar sem a bola nos pés. Contra a Bélgica, foi repreendido pelo menos duas vezes pelo árbitro sérvio Milorad Mazic após quedas dentro da área.

Eliminado, o brasileiro vê outros concorrentes saltarem à dianteira da corrida pela Bola de Ouro. Sair da Copa do Mundo é, antes de tudo, uma derrota coletiva. Mas também pode ser sofrida individualmente, como Renato Augusto deixou claro ao falar sobre a ausência de muita conversa no vestiário depois da derrota.

- Estava um clima de velório. Acho que neste primeiro momento é melhor sofrer um pouco sozinho.


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