12/01/2022 às 19h33min - Atualizada em 12/01/2022 às 19h33min

Bolsonaro minimiza ômicron e sugere que variante é 'bem-vinda' no Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu que a variante ômicron, de alto potencial infeccioso, é “bem-vinda” no Brasil. Apesar do aumento no número de casos de covid-19 no país, o presidente minimizou os efeitos da variante.

“A ômicron, que já espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem: que ela tem uma capacidade de difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena”, afirmou em entrevista ao site Gazeta Brasil.

Sem provas, Bolsonaro falou em “vírus vacinal”. “Dizem até que seria um vírus vacinal. Deveriam até... Segundo algumas pessoas estudiosas e sérias, e não vinculadas a famarcêuticas, dizem que a ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia.”



Ao comentar a morte em decorrência da ômicron em Goiás, Bolsonaro justificou que se tratava de um homem com comorbidades. A vítima, de 68 anos, tinha doença pulmonar obstrutiva crônica e era hipertenso.

Menos letal para pessoas vacinadas, a ômicron tem gerado um aumento significativo de casos de covid-19. Especialistas temem que haja um colapso no sistema de saúde, também pelo aumento de profissionais da saúde isolados, após contraírem o vírus.

Segundo a médica Ludhmila Hajjar, pacientes não-vacinados são os que estão nas Unidades de Terapia Intensiva.

Críticas à vacinação infantil

Na entrevista, Bolsonaro voltou a criticar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Com dados equivocados, o presidente disse que o número de mortes infantil em decorrência do coronavírus. O Brasil teve mais de 300 óbitos de crianças por covid-19.

Ao ser corrigido pela entrevistadora, Bolsonaro manteve as críticas e afirmou que quer que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgue casos de efeitos adversos, causados pela vacina.

“Tudo bem, não vou questionar. Vamos partir do princípio que os números estão certos. Justifica a vacinação? Eu cobrei ontem do ministro Queiroga, da Saúde, a divulgação das pessoas com efeito colateral. Quantas pessoas estão tendo reações adversas no Brasil pós-vacina? Quantas pessoas estão morrendo também por outras causas que são creditadas à covid?”, questinou.

“Trezentas e poucas crianças... Lamento cada morte, ainda mais de criança, a gente sente muito mais, mas não justifica a vacinação pelos efeitos colaterais adversos que essas pessoas têm.”

A vacina de crianças foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e incluída no Plano Nacional de Imunização pelo Ministério da Saúde. A vacinação de crianças deve começar ainda em janeiro, quando chegam as primeiras doses do imunizante pediátrico da Pfizer ao Brasil.

Para imunizar todas as crianças de 5 a 11 anos no país, seriam necessárias 40 milhões de doses. No entanto, a Saúde firmou contrato para compra de 20 milhões e disse que a aquisição seria feita “por demanda”.
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