15/07/2018 às 14h02min - Atualizada em 15/07/2018 às 14h02min

Salvador tem 437 casarões com risco de desabar

A prefeitura oferece uma série de benefícios fiscais para os donos ou investidores que queiram revitalizar os casarões antigos

Tribuna da Bahia Por Jordânia Freitas 
Foto: Romildo de Jesus

Um casarão desabou parcialmente na  madrugada de ontem (13), na Rua do Sodré, no Dois de Julho, em frente ao Museu de Arte Sacra. O incidente aconteceu por volta das 3h, quando dois pavimentos do fundo do imóvel desmoronaram. Um homem que estava na casa teve ferimentos leves, após ficar presos em escombros. Outros dois moradores do imóvel conseguiram escapar. A Defesa Civil de Salvador (Codesal) isolou a área, bem como o apartamento de um imóvel vizinho, que foi atingido pelos escombros. 

Um levantamento da  Codesal apontou que 437 casarões da cidade correm algum risco de desabamento. O diretor-geral do órgão, Sosthenes Macêdo, explicou que o bairro do  Comércio, principalmente regiões como Ladeira da Preguiça, parte baixa da Ladeira da Montanha e a própria Rua do Sodré, no Dois de Julho, estão entre as áreas com mais casarões em risco de desabar. 

Sosthenes Macêdo destacou que as edificações foram vistoriadas e catalogadas como parte do "Programa Casarões", que monitora as construções antigas constantemente visando a prevenir possíveis incidentes que ponham vidas em risco. 

"A nós da Codesal compete o conhecimento desse risco e o repasse dessa informação para que as pessoas não estejam no local", reforçou. 

Ainda conforme Macêdo, muitos casarões já se encontram selados e sem moradores. Outros foram escorados. No entanto, todos permanecem no catálogo de acompanhamento da Codesal. Além disso, o proprietário e órgãos de tombamento podem utilizar a informação para angariar recursos para realizar melhorias no casarão. 

A prefeitura oferece uma série de benefícios fiscais para os donos ou investidores que queiram revitalizar os casarões antigos. Mesmo que o imóvel seja tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) a responsabilidade pela manutenção da estrutura é do proprietário. 


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »