30/11/2021 às 12h41min - Atualizada em 30/11/2021 às 12h51min

Shakespeare, Meu Reino por uma Cavalo estreia temporada online dia 2 de dezembro

Nova criação do diretor e dramaturgo Angelo Brandini, da Cia VagalumTum Tum, é uma adaptação de Ricardo III, de William Shakespeare, para crianças e jovens. Escrita e dirigida por Brandini, com estética rock’n’roll. A cia já transformou a trajetória do Rei Henrique V em Henriques, Othelo em Othelito, Rei Lear em O Bobo do Rei, Hamlet em O Príncipe da Dinamarca e MacBeth em Bruxas da Escócia

SALA DA NOTÍCIA maria fernanda teixeira
João Caldas
Referência em teatro para famíliaAngelo Brandini, premiado diretor e dramaturgo da conceituada Cia Vagalum Tum Tum apresenta sua mais nova criação. A sétima peça do repertório inspirada em William Shakespeare nos 19 anos da cia é uma adaptação do clássico Ricardo III, Meu Reino por um Cavalo e faz temporada online de 2 de dezembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022. De graça. Disponível no canal do YouTube youtube.com/CentroCulturalFiesp  Com direção musical de André Abujamra, figurinos de Christiane Galvan,  cenografia de Bira Nogueira, direção de movimento de Vivien Buckup e caracterização de Leopoldo Pacheco, a montagem conta a trajetória do personagem Ricardo lll ao trono da Inglaterra e tem uma estética inspirada nos grandes shows de rock, contada pelo olhar do Palhaço e dos Bobos da Corte. Na história, um nobre ambicioso e sem escrúpulos decide fazer o que for preciso para se tonar rei, eliminando todos que estiverem no seu caminho, atrapalhando seus objetivos.

A versão do clássico Ricardo III ganha linguagem moderna e atraente, com músicas originalmente compostas por André Abujamra e letras de Angelo Brandini, numa conversa sobre os temas mais profundos e concretos com humor e poesia, estimulando o pensamento crítico do espectador com cenas que libertam a imaginação e a criatividade que alimenta sonhos e curiosidades a respeito do ser humano. A versão do clássico Ricardo III ganha linguagem moderna e atraente, com músicas originalmente compostas por André Abujamra e letras de Angelo Brandini, numa conversa sobre os temas mais profundos e concretos com humor e poesia, estimulando o pensamento crítico do espectador com cenas que libertam a imaginação e a criatividade que alimenta sonhos e curiosidades a respeito do ser humano.

Meu Reino por um Cavalo dará continuidade à linha de pesquisa da Cia Vagalum Tum Tum, com cenas repletas de movimentos corporais que passeiam entre o acrobático circense aliado ao jogo das máscaras, à música e ao canto, linguagens já incorporadas ao repertório das companhias. Marca registrada do grupo, a linguagem une o teatro mais clássico que vem da formação de Angelo na EAD e sua pesquisa sobre o arquétipo do Palhaço. Os elementos trágicos do texto original serão transpostos pela ação do raciocínio do palhaço em momentos que remetem à graça e à poesia sem perder, porém, a essência do texto original.

Meu Reino por um Cavalo dará continuidade à linha de pesquisa da Cia Vagalum Tum Tum, com cenas repletas de movimentos corporais que passeiam entre o acrobático circense aliado ao jogo das máscaras, à música e ao canto, linguagens já incorporadas ao repertório das companhias. Marca registrada do grupo, a linguagem une o teatro mais clássico que vem da formação de Angelo na EAD e sua pesquisa sobre o arquétipo do Palhaço. Os elementos trágicos do texto original serão transpostos pela ação do raciocínio do palhaço em momentos que remetem à graça e à poesia sem perder, porém, a essência do texto original.
 
Todas as músicas e pontuações sonoras são executadas ao vivo pelo próprio elenco, como se fosse também uma banda, que hora está atuando como personagens, ora como músicos dando apoio às cenas. Isto faz com que os elementos sonoros sejam orgânicos, em perfeito sintonia com todos os outros elementos do espetáculo. As mortes que ocorrem no texto original serão transformadas, ressignificadas, nesta adaptação em “enquadramentos”, quando todos os eliminados serão emoldurados para a prosperidade, em quadros na parede, fazendo um distanciamento do ato de matar, que eternizará os personagens em quadros compostos ou individuais que continuarão a fazer parte da trama até o final da história. “Assim, pretendemos uma montagem com comprometimento e qualidade, que tem como ponto de partida a reflexão e o pensamento críticos, sem deixar de ser lúdico, belo e divertido”, fala o diretor..
 
“Como trabalho com tragédias, sempre apresento a morte de forma inusitada. Em cada um dos espetáculos, a morte se dá de forma diferente. Nesta peça as mortes são tratadas com um tom divertido, que é a forma mais leve do palhaço lidar com o assunto.” Para Brandini, a montagem da peça hoje é muito significativa por dialogar diretamente com o momento atual. Por falar de poder e do que as pessoas são capazes de fazer para alcançar o poder. Desde pequeno, ainda na cidade mineira de Paracatu, onde teve os primeiros contatos com o circo e o cinema, Angelo Brandini já sabia que trabalharia com teatro para crianças. Mas foi a partir do trabalho com os Doutores da Alegria que o ator entendeu o valor da arte para crianças. “Foi quando decidi colocar meu trabalho de diretor e dramaturgo a serviço das crianças. Com eles também ampliei meu conceito de crianças, que hoje é de 0 a 120 anos. As pessoas mais legais que conheci não esqueceram do tempo em que eram crianças. São adultos que olham o mundo com os olhos de uma criança, da mesma forma que o palhaço olha. Minhas peças são para a família inteira, entram no mesmo conceito do circo, feito para a família inteira.”

Temporada on-line - De 2 de dezembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022
Disponível no canal do YouTube youtube.com/CentroCulturalFiesp

 
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