14/07/2018 às 17h10min - Atualizada em 14/07/2018 às 17h10min

Angelique Kerber vence Serena Williams e ganha o título de Wimbledon

Esse é o terceiro Grand Slam da alemã; agora só falta Roland Garros para ela alcançar o Career Slam

Agência O Globo -
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Crédito: WTA

Agora só falta a conquista de Roland Garros para que a alemã Angelique Kerber, atual 10ª do ranking, alcance o Career Slam, ou seja, ganhar os quatro principais torneios do circuito mundial, feito alcançado por 10 tenistas na história — entre elas, Serena Williams e Maria Sharapova. É que ontem, Kerber derrotou Serena Williams, dona de 23 títulos de Grand Slams, por 2 sets a 0 (6/3 e 6/3), em 1h05 de partida, ganhando Wimbledon. Com este troféu, Kerber, que já venceu o Aberto da Austrália e o US Open, em 2016, e agora Wimbledon, se tornou a primeira alemã desde Stefanie Graf a vencer esta competição.

O jogo foi uma espécie de revanche para a alamã, ex-número 1 do mundo, que em 2016 foi derrotada pela americana, também ex-líder do ranking da WTA. Assim, Kerber tornou-se a segunda tenista a derrotar Serena Williams em duas finais de Grand Slam. Apenas a irmã mais velha de Serena, Venus Williams tinha conseguido tal façanha.

Serena, que chegou a mais uma decisão na carreira em menos de um ano após o nascimento da sua filha, Alexis Olympia, não jogou mal: atuou firme, mostrou mais uma vez seu bom saque, mas a mobilidade não é a mesma de quando foi soberana no topo do ranking. Sete vezes campeã de Wimbledon, Serena defendia uma invencibilidade de 20 jogos na grama londrina, pois não jogou a competição em 2017 depois de ter levado a taça anteriormente em 2015 e 2016. Mas Kerber, que vinha de vitória contra Ostapenko e Kasatkina, aproveitou o bom momento:

— Estava bem nervosa antes da partida — admitiu Kerber em sua coletiva de imprensa pós-vitória. — Sei que Serena, ainda mais em finais, joga o seu melhor tênis. É a partida que ela ama, especialmente nas quadras centrais. Então, eu tentava não pensar muito nisso.

Depois de contratar o famoso técnico Wim Fissette, Kerber recuperou-se de um péssimo ano de 2017. Com consistência, se tornou a única mulher a chegar às quartas de final nos três grandes torneios desta temporada.

— Sem 2017 eu não poderia vencer este torneio. Aprendi muito, com as expectativas, tudo o que passei, coisas sobre mim mesma, coisas ao meu redor, como lidar com elas, como organizar meu calendário — declarou a campeã, que buscava atuar como em 2016, um ano incrível para ela. — Eu tento aproveitar cada momento agora, tento encontrar motivação depois de 2016. Pensei em repetir esse ano novamente mas sei que é impossível. Então, agora, tento apenas melhorar meu jogo, sem pensar nos resultados. E vencer Wimbledon é muito especial na minha carreira. É simplesmente incrível. Não posso descrever esse sentimento. Quando criança eu sempre sonhava com esse momento.

Serena comentou que apesar da derrota, Wimbledon lhe mostrou que ainda é competitiva:

— Foi uma ótima oportunidade para mim. Há alguns meses, eu não sabia onde estava, onde poderia chegar, como eu faria e se conseguiria voltar. Então, essas duas semanas me mostraram que sim eu posso competir e posso ser uma candidata a ganhar um Grand Slam — declarou Serena, que teve parto, complicado, seguido de outras cirurgias, em razão de uma embolia pulmonar e que a colocou em risco.

Com o vice-campeonato, Serena que está em 181.º lugar no ranking mundial assumirá a 28ª colocação. E Kerber voltará ao top 4 da WTA pela primeira vez desde agosto de 2017.


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