24/11/2021 às 21h32min - Atualizada em 24/11/2021 às 21h32min

Assassinato de ex-guerrilheiros pode prejudicar paz na Colômbia, diz tribunal

AB NOTICIAS NEWS
Agência EFE
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A violência e os assassinatos de ex-guerrilheiros das Farc na Colômbia - quase 300 desde 2016 - podem levar a um "colapso" do acordo de paz, afirmou nesta quarta-feira o presidente da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), Eduardo Cifuentes.

"Uma jurisdição que repousa sobre contribuições genuínas e espontâneas de verdade corre o risco de murchar se o medo se tornar um obstáculo ao acesso à justiça e à construção da paz", disse Cifuentes durante o ato de comemoração de cinco anos desde a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc.

Até hoje, de acordo com números da JEP e das próprias Farc, 296 ex-guerrilheiros foram mortos, seja por dissidentes ou por outros grupos armados e paramilitares.

O magistrado advertiu que "esta violência pode significar, se não for corrigida, o colapso do acordo de paz e a perda de credibilidade do Estado".

Além disso, o presidente deste tribunal oriundo do acordo de paz e criado para julgar crimes de guerra e crimes contra a humanidade advertiu que "o Estado, é claro, não é o que mede ou classifica a paz, mas é a paz que o mede ou classifica".

A JEP realizou nesta quarta-feira o evento central do quinto aniversário da assinatura do acordo de paz, com a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, dos dois signatários do acordo - o ex-presidente Juan Manuel Santos e o ex-líder das Farc Rodrigo Londoño - e do atual presidente do país, Iván Duque, entre outras personalidades.

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