29/10/2021 às 11h55min - Atualizada em 29/10/2021 às 11h55min

Programa de cirurgia bariátrica no Hospital Municipal de Salvador completa um ano

Mensalmente são realizadas 20 cirurgias para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados pela Central de Regulação Municipal.

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Tribuna da Bahia
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O Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Municipal de Salvador (HMS) completa, neste sábado (30), o primeiro ano de funcionamento, colecionando histórias de superação e dezenas de procedimentos realizados com segurança e qualidade. Essa iniciativa tem registrado progresso contínuo e já é uma das mais promissoras da rede pública brasileira. Para incrementar o serviço, o Hospital Municipal de Salvador, gerido pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia, montou todo o fluxo interno para atendimento integral ao paciente.

O Serviço de Cirurgia Bariátrica no HMS vai além da intervenção cirúrgica, feita de acordo com padrões internacionais de elegibilidade. Compreende assistência multidisciplinar com equipe de cirurgiões, endocrinologistas, nutricionistas e psicólogas. “O Hospital Municipal de Salvador tem uma das melhores estruturas do país para realização desse procedimento”, assegura o secretário municipal da Saúde, Leo Prates.

Mensalmente são realizadas 20 cirurgias para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados pela Central de Regulação Municipal. Após a realização do procedimento, o paciente continua sendo monitorado pelos mesmos profissionais da equipe multidisciplinar e realiza exames laboratoriais e complementares necessários.

Recuperação – Além da perda de peso, a cirurgia bariátrica costuma ajudar a pessoa na recuperação da própria saúde, em relação às condições médicas normalmente associadas ao excesso de peso, como a diabetes e a hipertensão arterial.

Na avaliação do cirurgião bariátrico e coordenador do serviço, Creilson Almeida de Campos, o HMS segue as regras estabelecidas pelas autoridades públicas de saúde e está contribuindo para o controle de um grave problema de saúde pública, a obesidade. “É gratificante participar de uma iniciativa realizada com muita dedicação e seriedade por toda a equipe, que não tem poupado esforços para permitir um quantitativo expressivo de pessoas vivendo com mais saúde e qualidade de vida”, afirmou o especialista.

Além de Creilson Almeida, a equipe multiprofissional do Serviço de Cirurgia Bariátrica do HMS é integrada pelos médicos Bruno Varjão, Fernando Zacarias e Priscila Siebra (cirurgiões), Aline Pereira e Heckel Brasil (endocrinologistas), pela psicóloga Liana Amorim e pela nutricionista Daniela Magalhães.

Processo – Todo atendimento voltado para a realização do ato cirúrgico deve ser indicado previamente através de atendimento na rede básica. O paciente com indicação para o procedimento passa antes por uma equipe multidisciplinar, a fim de constatar se reúne todos os critérios necessários para realização da cirurgia. Em caso afirmativo, começa a preparação para a realização de exames pré-operatórios.

“Em seguida, o paciente passa por etapas, que duram cerca de seis a oito semanas, envolvendo dieta pré-operatória, a fim de reduzir o peso corporal para que a cirurgia seja realizada com segurança, além de iniciar uma reeducação alimentar para essas pessoas. Neste período, o indivíduo segue em acompanhamento pela equipe multidisciplinar”, destaca Campos.

Após este período, e por indicação da equipe, o paciente tem o procedimento agendado. A cirurgia dura cerca de 90 minutos, através de videolaparoscopia, com pequenas inserções em locais pontuais, e sem “abrir” o ventre do paciente.

A atividade é realizada por equipes experientes e com a utilização de equipamentos de primeira linha. O acompanhamento pós-operatório dura cerca de seis meses, ainda sob orientação da equipe multidisciplinar do HMS.

“A obesidade é uma doença e precisa ser tratada corretamente. O paciente que passa pelo procedimento reduz ou evita males como diabetes, asma, apneia do sono e vários tipos de câncer. A cirurgia reduz o índice de doenças crônicas, melhorando a vida do indivíduo em qualidade e quantidade”, completa Creilson Campos.


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