27/10/2021 às 10h13min - Atualizada em 27/10/2021 às 18h40min

Especialista alerta sobre o perigo de utilizar indiscriminadamente suplementos alimentares, entre eles a melatonina

Por Gustavo Protti*

SALA DA NOTÍCIA Universidade Anhembi Morumbi
A Anvisa liberou no dia 14 de outubro, a venda de melatonina como suplemento alimentar. A partir desta decisão, não é mais necessário ter prescrição médica para adquirir o fármaco. Conhecida como “hormônio do sono”, a substância tem a função de promover o relaxamento e auxiliar na modulação do ciclo sono-vigília, popularmente conhecido como “relógio biológico”, que nos faz dormir e descansar à noite, para sermos produtivos em nossas atividades durante o dia.
Naturalmente, a melatonina é liberada no cérebro pela glândula pineal quando a intensidade de luz natural diminui com o anoitecer. Já ao amanhecer, à medida em que a luminosidade do dia aumenta, sua produção diminui para despertarmos. Dessa forma, a produção deficiente de melatonina pode desregular o ciclo circadiano, levando a problemas do sono.

Teoricamente, a versão sintética pode funcionar nessas situações, repondo a melatonina em baixa. Trabalhadores noturnos, que precisam dormir durante o dia, pessoas que viajam muito e enfrentam diferenças de fuso-horário com frequência ou idosos, que podem naturalmente produzir menor quantidade de melatonina, são exemplos de casos que podem se beneficiar da suplementação com a versão sintética, para manterem um sono restaurador.
Entretanto, o consumo inadequado dessa versão pode levar ao excesso e causar efeitos colaterais inconvenientes, como sonolência excessiva, cefaleia, náusea, tontura, irritabilidade e desconforto abdominal.
Por isso, embora a ANVISA tenha liberado o uso da melatonina como suplemento alimentar e não como medicamento, ou seja, não com a finalidade de tratar, prevenir ou curar doenças, mas sim para repor substâncias bioativas em complemento à alimentação, o seu uso não deve ser indiscriminado, porque pode acarretar malefícios à saúde. Pessoas com problemas de sono devem, em primeiro lugar, procurar ajuda médica.

*Gustavo Protti é neurologista, especialista em doenças cerebrovasculares e docente do curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi. É mestre em Ciências da Saúde pela Santa Casa de São Paulo.

Sobre a Universidade Anhembi Morumbi
A Universidade Anhembi Morumbi oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Seus oito campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, Morumbi, Vale do Anhangabaú, São José dos Campos e Piracicaba. 
Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. 
Saiba mais sobre a Anhembi Morumbi em https://portal.anhembi.br/

Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de 'Transformar o Brasil pela Educação', a Ânima Educação é o maior ecossistema de educação de qualidade do país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é formada por uma comunidade de aprendizagem com cerca de 350 mil pessoas, composta por mais de 330 mil estudantes e 18 mil educadores, distribuídos em 18 instituições de ensino superior. Está presente em 12 estados, nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, e em quase 550 polos de ensino digital por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão oito marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2021, a Ânima foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Em 2020, foi reconhecida como uma das cinco Empresas mais Inovadoras do País, na categoria Serviço, de acordo com o Anuário de Inovação do Valor Econômico; e conquistou, em 2019, o prêmio Mulheres na Liderança, na categoria Educação, iniciativa da ONG Women in Leadership in Latin America (WILL). Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.

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