09/07/2018 às 17h30min - Atualizada em 09/07/2018 às 17h30min

Motorista pessoal de Trump por 25 anos cobra na Justiça horas extras não pagas

Noel Cintron diz que, nos últimos seis anos, acumulou cerca de 3.300 horas extras

Agência O Globo -
Agência O Globo -
(Kevin Lamarque/Reuters)

NOVA YORK - Motorista pessoal de Donald Trump por mais de 25 anos, Noel Cintron afirmou que o multimilionário do setor imobiliário não lhe pagou as horas extras devidas e aumentou seu salário somente duas vezes em 15 aos. Segundo ele, o segundo reajuste só foi concedido porque seus benefícios de saúde foram reduzidos.

Cintron, filiado ao Partido Republicano, entrou com uma ação contra o grupo de Trump cobrando cerca de 3.300 horas extras trabalhadas nos últimos seis anos.

A denúncia diz que “em uma exibição completamente cruel de privilégios e direitos injustificados e sem um mínimo de senso de nobreza”, Trump e seus negócios exploraram o motorista.

As acusações do motorista ecoam as de outros funcionários ou empreiteiros do grupo que acusaram o pesidente e/ou suas empresas ao longo dos anos, alegando que foram mal pagos ou que não honraram as promessas de compensá-los por seu trabalho. Entre esses, estão corretores de hipotecas, paisagistas e eletricistas, segundo os quais não receberam comissões ou honorários.

Ano passado, um dos luxuosos complexos de golfe de Trump na Flórida foi intimado por uma corte de apelações a pagar mais de US$ 32 bilhões a uma empresa fornecedora que afirmou não ter recebido pela pintura feita para enfeitar a propriedade.

"O Sr. Cintron foi sempre pago generosamente e de acordo com a lei”, disse a porta-voz da Trump Organization, Amanda Miller, em um comunicado. "Uma vez que os fatos venham a tona, esperamosjá termos nos justificado plenamento no Tribunal.

 

O motorista afirmou que era obrigado a estar à disposição de Trump, sua família ou sócios comerciais a partir das 7h da manhã até que tivesse seus serviços dispensados no dia. Segundo ele, chegou a trabalhar até 55 horas por semana, mas recebeu um salário fixo de US$ 62,7 mil em 2003, US$ 68 mil em 2006 e US$ 75 mil em 2010, conforme consta de sua denúncia.

Junto com o aumento de salário recebido em 2010, segundo Cintron, veio um pedido para que devolvesse o seguro-saúde, o que fez a Trump Organization aproximadamente US$ 17.866 por ano em prêmios.

“A insensibilidade e cobiça do presidente Trump são demonstradas quando, embora seja supostamente um bilionário, não seu ao motorista pessoal um aumento significativos em mais de 12 anos”, diz a denúncia.

Em entrevista por telefone à Bloomberg, o advogado de Cintron, Larry Hutcher, disse que o motorista começou a trabalhar para a Trump Organization há cerca de 30 anos até se tornar motorista pessoal do futuro presidente dos EUA. Ele só foi substituído quando o Serviço Secreto assumiu a função.


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