13/10/2021 às 18h32min - Atualizada em 13/10/2021 às 18h32min

Ativistas pedem reforma migratória em frente ao Congresso dos EUA

AB NOTICIAS NEWS
Agência EFE
Divulgação
Ativistas colocaram 400 cartazes verdes em frente ao Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira para pedir uma reforma migratória e a regularização dos quase 400 mil imigrantes que vivem no país com a permissão chamada Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês).


A cor verde foi escolhida para imitar o "green card" que os EUA concedem aos imigrantes que obtêm a residência permanente e disfrutam de maior segurança que os indocumentados ou os que beneficiados pelo TPS.

"Estamos exigindo residência permanente, green cards, para dar estabilidade aos migrantes e às suas famílias", disse Patrice Lawrence, diretora da UndocuBlack Network, organização que defende os direitos dos negros indocumentados.

Lawrence, de 32 anos, nasceu na Jamaica e é indocumentada, motivo pelo qual se sente particularmente afetada por esta causa. Ela foi uma das organizadoras do ato no qual, além de posicionar os "green cards" na grama, os ativistas montaram uma tribuna por onde passaram beneficiários do TPS de diferentes nacionalidades para contar as suas histórias.

O TPS é uma licença temporária que Washington concede desde 1990 a migrantes de países atingidas por guerras ou catástrofes naturais que permite que vivam e trabalhem nos EUA. No entanto, para viajar ao exterior os beneficiários precisam solicitar uma licença especial.

REFORMA.

Os democratas, que atualmente controlam ambas as casas do Congresso e a Casa Branca, querem incluir os beneficiários do TPS em uma grande reforma migratória.

Além disso, querem regularizar três outros grupos de indocumentados: os "sonhadores", que chegaram aos EUA irregularmente como crianças, os trabalhadores agrícolas e os considerados trabalhadores essenciais durante a pandemia de covid-19, como profissionais da saúde.

Os republicanos prometeram bloquear esta reforma, motivo pelo qual os democratas decidiram incluí-la em um plano de despesas sociais que engloba todas as principais iniciativas do presidente dos EUA, Joe Biden, e que querem passar sozinhos utilizando um mecanismo excepcional chamado "reconciliação".

Contudo, para utilizarem esta manobra, necessitam a aprovação da chamada "parlamentar" do Senado, Elizabeth MacDonough, que atua como árbitro não partidário das regras do Senado. MacDonough já derrubou duas tentativas dos democratas para fazer avançar a reforma.

CRÍTICAS A BIDEN E AOS DEMOCRATAS.

"Que não usem mais desculpas. Acho que Biden não está fazendo o suficiente. Ele deveria estar agora mesmo coletando os votos de todos os membros do seu partido e deveria sair e dizer de uma forma forte que apoia o acesso à cidadania para todos os indivíduos, que apoia os green cards", declarou a ativista.

Os democratas do Senado dizem que a luta pela reforma migratória ainda não terminou e que continuam empenhados na causa. Eles planejam apresentar uma nova proposta a MacDonough nas próximas semanas e buscam uma solução de imigração, seja com acesso à cidadania ou com algum tipo de acordo mais temporário, disse à Agência Efe uma fonte próxima às discussões internas.

O Congresso americano não aprova há 35 anos uma lei que permita o acesso à cidadania a um grande grupo de imigrantes. A última vez foi em 1986, quando o então presidente, Ronald Reagan, assinou uma lei que permitia que três milhões de imigrantes indocumentados fossem regularizados. 


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