13/10/2021 às 15h17min - Atualizada em 13/10/2021 às 15h17min

Fique em casa… O problema chegou!

Durante a pandemia, políticos defenderam a paralisação da economia. Qual é o saldo?

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No auge da pandemia da COVID-19, governos – por meio de uma quase ditadura velada – incentivaram discursos como o #FiqueEmCasa e “a economia a gente vê depois” entre a população.

A justificativa era a de combate ao novo coronavírus, que, no final das contas, não se mostrou realmente eficaz (leia mais sobre isso aqui). E, para piorar, como havia sido alertado por alguns na época, a medida traria efeitos colaterais danosos sobre a economia. E a fatura chegou.

Este cenário – de empresas fechadas, pessoas isoladas em suas casas sem poder trabalhar ou demitidas, consumindo mais de alguns produtos (o que contribuiu com uma falta de insumos em alguns setores econômicos) e desaquecimento do consumo com um esfriamento da demanda em outros – ajudou neste resultado. Soma-se a isso a alta do dólar (que incentiva exportações e encarece as importações).

Segundo a Pesquisa Pulso Empresa, 46,8% dos comércios informaram ter dificuldades com os fornecedores. Apesar de não chegar ao cenário de desabastecimento, talvez, levem-se meses para que as linhas de produção voltem à normalidade.

Isso prejudicou o setor industrial no 2º trimestre de 2021. 67,3% alegou haver a falta ou um aumento no custo da matéria-prima utilizada para a fabricação de produtos, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o período.

E, claro, isso se reflete na inflação. Itens sofrem com o aumento dos preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma alta de 1,16% em setembro. Só para ilustrar: a gasolina aumentou 39,6%, o etanol foi para 64,77% e o gás de botijão para 34,67%, em 12 meses.

Quanto pior, melhor

É interessante notar que os políticos que defendiam as bandeiras de paralisação da economia e isolamento social radical são os mesmos que hoje culpam o atual Governo Federal por este cenário econômico.

Em outras palavras, eles se aproveitaram dos efeitos colaterais da economia (que só não está mais deteriorada por iniciativas desse próprio Governo). Até dezembro de 2020, foram 509 bilhões de reais gastos no enfrentamento à pandemia. Até a divulgação desse número, foram 230,78 bilhões de reais destinados ao auxilio emergencial. Além disso, estados e prefeituras receberam 63,15 bilhões de verbas federais para a pandemia. Igualmente, o Governo gastou 32,25 bilhões para pagar parte dos salários de colaboradores de empresas privadas para ajudar a manter os empregos durante o período. Os dados são do Siga Brasil, o portal de transparência sobre os orçamentos.

Mas o que se percebe é que nunca ficou tão explícito o que políticos estão dispostos a fazer pelo poder. A oposição – sobre tudo, a esquerda política -, como sempre, parece estar lutando para o popularmente conhecido como “quanto pior, melhor” e tenta “surfar na onda” disso. Entretanto, geralmente, quem paga o preço dessa “queda de braço política” é o povo que os colocou lá.

Você pode conferir aqui o que o programa “Entrelinhas”, do dia 1º de abril de 2020, abordou sobre o tema, sob o título “Oportunismo político na onda do coronavírus”.


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