11/10/2021 às 18h32min - Atualizada em 11/10/2021 às 18h32min

Brasileiros são presos por ligação com morte da filha de governador paraguaio

AB NOTICIAS NEWS
Agência EFE
Reprodução
Seis brasileiros foram presos nesta segunda-feira em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, como resultado da investigação do assassinato no último sábado de quatro pessoas, incluindo a filha do governador do departamento de Amambay, sudeste do país.
 

As prisões foram feitas durante operação em uma casa da capital do departamento, na fronteira com o Brasil, de acordo com informações da polícia local.

Além disso, também informaram que ontem à noite foi encontrado um veículo queimado, que está sendo analisado se foi o mesmo utilizado pelos autores do ataque com armas de fogo, na qual, além da filha do governador Ronald Acevedo, outras duas jovens brasileiras e um homem morreram.

A polícia cogita, entre outras hipóteses, a de um acerto de contas entre grupos de traficantes de drogas e que o homem morto seria o verdadeiro alvo do ataque.

O grupo estava saindo de uma festa em Pedro Juan Caballero na madrugada de sábado, quando foi baleado por desconhecidos que os esperavam.

Duas das jovens foram identificadas como brasileiras e colegas de turma na faculdade de medicina da filha de Acevedo, filiado ao Partido Liberal, da oposição.

Acevedo criticou hoje o governo do presidente Mario Abdo Benítez, do Partido Colorado, e o ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, pelos casos de violência que vêm ocorrendo na região.

"Eles (as vítimas) estavam no novo Sinaloa do México chamado Pedro Juan Caballero (...). É um mercado livre da morte, um mercado livre de drogas", disse ele à uma estação de rádio.

Além disso, ele também acusa o governo de ter perdido credibilidade e de estar mais preocupado, após o quádruplo homicídio, com as eleições municipais que foram realizadas ontem.

O irmão do governador, José Carlos Acevedo, também liberal, foi reeleito prefeito de Pedro Juan Caballero.

Outro irmão do governador, o senador Robert Acevedo, escapou ileso de um atentado em 2010, do qual duas pessoas morreram.

Acevedo, que morreu este ano em decorrência da covid-19, denunciou que o ataque foi orquestrado por grupos ligados ao tráfico de drogas.


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