11/10/2021 às 18h15min - Atualizada em 11/10/2021 às 18h15min

Bolsonaro é a causa da pobreza extrema no Brasil, e Lula, o meliante de São Bernardo, o efeito

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ISTO É
Alan Santos

Jair Bolsonaro – o verdugo do Planalto – é uma espécie de, digamos, personagem de si mesmo. Por profunda ignorância, extremo déficit cognitivo e mera psicopatia, o amigão do Queiroz (miliciano que abasteceu a conta da primeira-dama com 90 mil reais em cheques) vive aprisionado em ‘verdades’ e conceitos imutáveis.

No labirinto em que se meteu, o devoto da cloroquina já não distingue realidade de fantasia, e como encontra apoio farto e aplauso fácil na bolha de semelhantes e fanáticos que o têm como ‘mito’, segue na mais profunda sanha preconceituosa, obscurantista, homicida e cruel que um governante já demonstrou por aqui.

HUMOR

Talvez muitos não conheçam, ou não se lembrem, ou apenas ouviram falar de um dos maiores comediantes da TV brasileira de todos os tempos. Sim. Pode parecer mentira, mas houve uma época em que assistíamos televisão em família, eu juro!, e havia programas geniais de humor: Os Trapalhões, Viva o Gordo, Chico City…

A vida sem smartphones e redes sociais era culturalmente rica e farta. Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, Chico Anysio (1931-2012), é o comediante a quem me refiro no parágrafo anterior. Autor e intérprete de personagens históricas, como o deputado Justo Veríssimo, Chico penetrava fundo nas entranhas da sociedade.

ODEIO POBRE

Justo Veríssimo – pesquisem vídeos no Youtube – era simplesmente sensacional – como personagem, é claro. Representava fielmente os políticos à época (eu disse à época?), sobretudo os ‘coronéis’ da política nordestina. E com uma sinceridade dilacerante, sempre dizia: ‘odeio os pobres; quero mais é que se explodam’!

Décadas depois, Justos Veríssimos se espalharam pelo mundo político nacional mais rápido que o novo coronavírus se espalhou pelo mundo. Pior. Ocupam, hoje, cargos e postos chaves nas mais altas esferas dos Poderes. Inclusive, no Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, sob o comando de Jair Bolsonaro.

MITO DE RICO

Dias atrás, após ser vaiado em um evento público, o patriarca da rachadinha disse a respeito do opositor: ‘deixem pra lá; não sabe quanto é 7×8; raíz quadrada de 4’. Sim. Provavelmente quem o vaiou não sabia mesmo. Até porque, mais da metade dos brasileiros não sabe. Aliás, o próprio Bolsonaro não consegue fazer contas.

Mas o tipo de preconceito demonstrado pelo golpista homcida retrata o que ele, intimamente, pensa e sente sobre quem não é escolarizado (pobre). Assim como seu desgoverno, que até hoje não foi capaz de pensar e executar qualquer política de assistência social. Ao contrário! Vide o recente caso dos absorventes gratuitos.

ELITISTA

Não há a menor dúvida de que este desgoverno aloprado é francamente elitista e, por consequência, contrário aos menos favorecidos. Ora, a política econômica não me deixa mentir. Muito menos as declarações do próprio ministro da Economia – o posto Ipiranga – sobre ‘domésticas na Disney’ e ‘filho de porteiro em universidade’.

O maior exemplo do que falo são as manifestações de apoio ao psicopata. Não há gente pobre por lá! São todos brancos, bem vestidos e bem nutridos. E as ‘pautas’ se referem exclusivamente à questões políticas e ideológicas; nada de mundo real e de povo, emprego, fome, miséria, inflação, educação, saúde pública, etc.

QUE SE EXPLODAM

Bolsonaro e o bolsonarismo querem mais é que os pobres se explodam! E desafio que me provem o contrário. Mostrem-me um indicador social que tenha melhorado neste desgoverno. Mostrem-me uma mísera lei proposta, reforma estruturante ou mero ato administrativo que tenham favorecido os miseráveis deste país.

E o que dizer de motociatas e passeios milionários de jet ski? De gastos recordes com cartão corporativo, emendas secretas e fundão eleitoral? De rachadinhas, mansões, offshores, leite condensado, picanha e cerveja para os militares? São políticas sociais? Programas assistencialistas? E 1.000% de superfaturamento?

LULA

Bolsonaro é a causa da pobreza extrema que atinge o País atualmente. O dólar explodiu e puxou a inflação para as alturas, que aliada ao desemprego recorde atirou quase 20 milhões de pessoas no flagelo da fome. E isso ocorreu por conta do que é, e de quem é, esse lunático, golpista e negacionista que nos desgoverna.

Chegaremos em 2022 completamente destroçados, e o resultado ameaça ser uma outra forma de desgraça. Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, é o efeito eleitoral do bolsonarismo. Não bastasse tudo que fez ao País, Bolsonaro ainda conseguiu ressuscitar essa peste em forma de gente. Argh!

 


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