30/08/2021 às 13h54min - Atualizada em 31/08/2021 às 12h50min

As mudanças da Língua Portuguesa

(*) Dulce de Almeida Torres

SALA DA NOTÍCIA NQM
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Divulgação
A mudança que se observa numa língua no decorrer do tempo tem paralelo nos conceitos de vida de uma sociedade, na evolução das artes, da filosofia e da ciência.

Há 15 anos tivemos uma Reforma Ortográfica que teve como objetivo unificar a grafia de países que têm como língua oficial a Língua Portuguesa. Esse acordo foi feito entre os países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que são: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste. Entrou em vigor em 1º de janeiro de 2006.

Como o novo acordo ortográfico, a comunicação e as negociações tornaram-se mais acessíveis e ágeis entre esses países. E dentre as mudanças, destaco a acentuação das vogais tônicas depois de ditongos decrescentes; acentuação dos ditongos abertos; supressão do acento circunflexo de vogais dobradas; uso do trema; acento diferencial; uso do hífen (quando deve ser usado ou suprimido) e o alfabeto com 26 letras, incorporando as três que eram consideradas estrangeiras: K, W Y.

O Brasil passou por reformas em 1943 e 1971. Houve, também, em 1930, uma proposta de reforma da Língua Portuguesa que, apesar de muito bem elaborada, foi barrada pelo governo de Getúlio Vargas sendo aprovada, depois de 4 anos, por pressão dos professores.

Uma língua não é estanque. Ela vai se renovando levando em conta a cultura, as tradições, modernização tecnológica e evoluindo na mesma proporção do modo de viver da população. Leva em conta, ainda, as constantes mudanças dos conceitos de vida da sociedade, no avanço das artes, da filosofia, da ciência e até mesmo da própria natureza.

É preciso compreender que todas essas mudanças têm muito a ver com aquilo que caracteriza o ser humano: a diversidade que é a possibilidade de variações constantes.

Após todas essas considerações, é necessário dizer que as mudanças são bem-vindas, assim como o uso da língua adequando a formalidade necessária ao nosso interlocutor, meio e situação comunicativa.

(*) Professora Me. Dulce de Almeida Torres é graduada em Letras Inglês, Mestre em Ciências da Educação e é professora da Área de Linguagens e Sociedade da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter
 
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