30/08/2021 às 16h36min - Atualizada em 30/08/2021 às 16h36min

BOVA11: BlackRock reduz taxa de administração do ETF para 0,10% ao ano

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A BlackRock decidiu reduzir para 0,10% ao ano a taxa de administração cobrada pela aquisição do BOVA11, que replica o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira. A decisão foi anunciada nesta segunda (30) e ocorre em meio ao acirramento da competitividade no mercado de Exchange Traded Fund, ou fundos de índices (ETFs).

Anteriormente, o BOVA11 tinha uma taxa de administração de 0,30% cobrada pela gestora. Segundo a BlackRock, a decisão reflete “o crescimento contínuo da BlackRock e a capacidade de alavancar a escala para o benefício dos clientes”.

“Embora estejamos satisfeitos em poder fazer esta mudança para nossos clientes, sabemos que o preço não é o único fator que eles consideram”, afirma Daniel Lobo, estrategista de ETFs da BlackRock no Brasil.

“Outros aspectos, como qualidade e liquidez são igualmente importantes, e o BOVA11 é o ETF de Ibovespa mais líquido do mercado, negociando cerca de duas vezes mais do que todos os outros ETFs Ibovespa nos últimos 20 dias”, acrescenta.

O ETF é pioneiro no mercado brasileiro, sendo lançado em 2008 com cobrança de 0,54% ao ano de taxa de administração.

Depois de cerca de 13 anos de vida, o ativo ainda é o maior do seu segmento no mercado doméstico, com R$ 14,36 bilhões sob gestão.

Segundo levantamento recente da Kinvo, divulgado neste mês de agosto, o fundo de índice está presente em 9,1% das carteiras, com um volume de 3,1%.

“Este é um ETF que visa replicar a movimentação do Ibov. É uma maneira interessante de ter uma cesta de ações sem a necessidade de comprar todas elas. Para efeito de comparação, enquanto o Ibovespa fechou julho com valorização de 2,34% no ano, o fundo BOVA11 teve valorização de 2,15% no mesmo período”, afirma Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro da Kinvo.

Redução na cobrança do BOVA11 soma na guerra de ETFs

Com uma competitividade cada vez maior, os ETFs estão com suas taxas de administração cada vez menores. No dia 26 de julho, a XP chegou a zerar a cobrança anual do BOVX11, o seu ETF de Ibovespa.

Isso, contudo, até que o fundo atinja R$ 1 bilhão sobre gestão – pouco menos do triplo do que há sob o guarda-chuva da XP com o fundo de índice.

A média de cobrança pelo ETF de Ibovespa era de 0,45% ao ano em 2017, sendo de 0,21% atuais – número que sofre com a redução recente da maioria das corretoras. Confira como cada uma cobra pela gestão:

  • XBOV11 (Caixa Econômica) – 0,30% a.a.
  • BOVV11 (Itaú) – 0,10% a.a.
  • BOVB11 (Bradesco) – 0,20% a.a.
  • BBOV11 (Banco do Brasil) – 0,18% a.a.
  • SAET11 (Safra) – 0,25% a.a.
  • BOVX11 (XP) – 0,15% a.a. (antes de zerar)
  • IBOB11 (BTG Pactual) – 0,03% a.a.

Com o movimento recente de redução da taxa do BOVA11,  a disputa pelos novos investidores (que são recomendados a começar pelos ETFs) fica ainda maior. Agora, o fundo de índice da BlackRock torna-se menos caro ao investidor do que a média do mercado, porém ainda fica atrás da XP e do BTG (BPAC11), que seguem na batalha pela gestão do patrimônio dos novatos na bolsa.


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