28/08/2021 às 10h48min - Atualizada em 28/08/2021 às 10h48min

Cremeb: 195 sindicâncias foram instauradas neste ano pelo conselho

Segundo dados do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), em 2020, foram 363 sindicâncias instauradas, nas quais duas foram relacionadas a assédio sexual

AB NOTICIAS NEWS
TRIBUNA DA BAHIA
Divulgação

Muitos médicos são acusados por assediar mulheres no ato da consulta e em alguns casos, o crime não chega ao conhecimento das autoridades por falta de denúncias das vítimas. Recentemente, a 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris) instaurou inquérito para apurar uma denúncia de importunação sexual sofrida por mãe e filha, no dia 16 de agosto, numa clínica de dermatologia, no bairro do Canela, em Salvador.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas registraram ocorrência na unidade, acusando o médico dermatologista Carlos Soares, 74 anos, de assediá-las durante uma consulta. Elas foram ouvidas e apresentaram gravações em áudios que comprovaram o assédio. O procedimento já foi concluído, com a prisão preventiva do suspeito solicitada à Justiça pelo crime de importunação sexual.

Em entrevista a um veículo local, a vítima de 40 anos, relata que o médico teria apalpado suas nádegas, chegando a rasgar sua roupa, além de forçá-la tocar em seu órgão genital.

Segundo dados do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), em 2020, foram 363 sindicâncias instauradas, nas quais duas foram relacionadas a assédio sexual e ambas arquivadas em decisão colegiada após apuração dos fatos.

Este ano, 195 sindicâncias foram instauradas no Cremeb, sendo duas relacionadas a assédio sexual e ambas encontram-se em fase de diligências. Dos três processos éticos julgados sobre o assunto no período (2020 e 2021), dois médicos foram absolvidos e um teve a decisão de cassação pelo colegiado, cabendo ainda recurso.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), afirma está tomando as medidas pertinentes sobre o caso que tem sido referido pela imprensa. A sindicância e se for o caso, o eventual Processo Ético-Profissional tem curso sigiloso como determinado em lei, e ratifica que o Conselho tem trabalhado continuamente por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da medicina, pelo bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente.


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