31/05/2021 às 16h25min - Atualizada em 31/05/2021 às 18h20min

Sprinklers x sistema de detecção de fumaça e corpo de bombeiros próximo à edificação

As diferenças entre ambos os sistemas e a importância dos sprinklers na prevenção de incêndios

DINO
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Sprinkler


É comum as empresas acreditarem que a instalação do sistema de sprinklers não é necessária quando já possuem detecção de fumaça e uma unidade dos bombeiros próxima ao local. Sistemas de detecção de fumaça são de fato importantes no procedimento de alarme para evacuação das pessoas no interior da edificação, já que são acionados rapidamente, entretanto, não possuem qualquer ação no controle ou extinção do fogo. Por mais próximo que esteja um Grupamento do Corpo de Bombeiros, desde a percepção do início do fogo, notificação ao Corpo de Bombeiros, mobilização, deslocamento, montagem do equipamento e início do combate, certamente, teremos um intervalo mínimo de 15 minutos. Vale ressaltar que, no Brasil, raramente os sistemas de detecção de fumaça estão ligados aos Bombeiros, necessitando, assim, da ação humana. Neste período, o fogo geralmente atinge grande proporção e o Corpo de Bombeiros apenas fará o controle para evitar sua propagação à edificações vizinhas, porém sem conseguir evitar perdas severas ao patrimônio.

Simulações conduzidas pela ABSpk em ocupações de risco leve com e sem sprinklers mostram que em menos de 1 minuto os sprinklers atuam no controle e extinção do fogo e que no ambiente sem sprinklers em menos de 5 minutos se atinge o "flash over", onde todo o material do recinto entra em combustão, mesmo sem estar em contato direto com o fogo.

Em ocupações como hotéis, hospitais, boates, casas de espetáculos e outros estabelecimentos, há de se considerar ainda o tempo para evacuar as pessoas do seu interior. Em alguns destes locais, inclusive, existe a dificuldade de locomoção, seja pela debilidade física de pacientes, quantidade excessiva de pessoas e até mesmo utilização exagerada de bebidas alcoólicas. É importante destacar que os sistemas de sprinklers também estão conectados e atuam como alarme, além de controlar ou suprimir o fogo até que um combate por brigada ou corpo de bombeiros atue.

Em um ensaio divulgado pelo Instituto Sprinkler Brasil, e realizado nos laboratórios da FM Global, pode-se verificar que a estrutura de armazenagem protegida por sprinklers inicia o combate ao incêndio em 50 segundos, controlando ou suprimindo o fogo. Na estrutura ao lado, nota-se que em 2 minutos, o fogo já atinge proporções que causariam a expansão do incêndio para estruturas de armazenagem adjacentes. Com 3 minutos, já atinge o teto do armazém, que com o passar do tempo, entrará em colapso. O combate pelo Corpo de Bombeiros, por mais ágil que possa ser, apenas controlará sua expansão e não conseguirá evitar perdas expressivas do patrimônio.

Dessa forma, fica claro que a existência de sistemas de detecção de fumaça e proximidade a um Grupamento do Corpo de Bombeiros não elimina a necessidade da instalação de um sistema de sprinklers, única solução que garante atuação rápida e automática no controle e supressão do incêndio, preservando vidas, patrimônio e conservando o meio ambiente.

Olhando os casos que já aconteceram no mundo e edificações hoje existentes, é possível reconhecer a importância do sistema, e assim prevenir graves consequências em caso de incêndio. "Precisamos falar mais sobre prevenção de incêndio como um aliado nas construções. E nesta linha, Sprinklers e outras medidas, como detecção e alarme, por exemplo. Afinal, a instalação desses sistemas apresenta um investimento, cujo valor é irrisório se comparado com as perdas que podem ser ocasionadas pela falta destes sistemas. Porém, antes de tudo isso, é preciso parar a discussão sobre o que é mais importante preservar, se a vida ou patrimônio? Porque, obviamente, preservar a vida é fundamental, entretanto, preservar o patrimônio através do controle de um incêndio em seu início com o uso de sprinklers, por exemplo, vamos diminuir a geração da fumaça tóxica e permitir a visibilidade à evacuação da edificação, o que de forma geral são os principais responsáveis por causar a morte das pessoas em situações de incêndio", afirma Felipe Melo, presidente da Associação Brasileira de Sprinklers.



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