29/05/2021 às 10h00min - Atualizada em 29/05/2021 às 10h00min

Pandemia: Brasileiros dão mais valor aos estudos, aponta pesquisa

Para 67% dos universitários entrevistados houve desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais

AB NOTICIAS NEWS
R7
Divulgação

Estudantes universitários brasileiros estão mais preocupados com a aprendizagem neste período de pandemia de covid-19, é o que comprova a primeira etapa de um estudo realizado pela Global Learmer Survey e divulgada pela Person.

A pesquisa ouviu estudantes do ensino superior e pais de alunos de ensino básico em quatro países no Brasil, China, Reino Unido e Estados Unidos.

No Brasil,  segundo o levantamento, 67% dos estudantes universitários afirmaram que dão mais valor à educação neste momento de isolamento social. Esses jovens também informaram que têm desenvolvido habilidades relacionadas às tecnologia e também comportamentais com adaptação e flexibilidade  durante a pandemia. 

 

Para Juliano Costa, vice-presidente de produtos educacionais da Pearson Latam, “o motivo para esses estudantes estarem valorizando mais a educação pode ser explicado por alguns fatores como, por exemplo, as incertezas sobre o mercado de trabalho que foram intensificadas pela pandemia”, explica. “Esse cenário trouxe o medo do desemprego e mudanças na forma de trabalhar, assim como a descoberta de novas habilidades”.

 
Clayton Lopes, 30 anos

Clayton Lopes, 30 anos

Ao avaliar os pais, a pesquisa mostra que as famílias assumiram um papel mais ativo no processo de aprendizagem dos filhos — percepção de 90% dos entrevistados.

Ainda, segundo o levantamento,  97% acreditam que essa mudança será permanente e 87% também esperam que os filhos tirem lições desse período de pandemia com relação às questões sociais, por exemplo.

Segundo Juliano Costa, “o desempenho escolar dos alunos sofre influência da família e ou diretamente dos responsáveis pela educação em qualquer cenário, seja ele anterior ou durante a pandemia”, explica. “A escola desempenha papel importante na formação política, econômica, moral e ética do estudante, porém, ao passar mais de um ano em ensino emergencial remoto, esse papel foi concentrado quase que totalmente na família que não estava habituada a ter de se concentrar tanto na questão cognitiva quanto comportamental simultaneamente e 100% do tempo”, finaliza.

A Pearson conduziu o estudo em parceria com a Morning Consult, empresa global de inteligência de dados com sede nos Estados Unidos. Ao todo, foram ouvidos 2 mil estudantes universitários e 4 mil pais de alunos com idades entre 11 e 17 anos, por meio de entrevistas online. Os resultados são representativos da população com acesso à internet em cada país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 
Samantha Ananias, 24 anos

Samantha Ananias, 24 anos

O R7 também ouviu estudantes universitários que contam como estão os desenvolvimentos nos processos de aprendizagem. Para Ariane Helena Santos, 25 anos, aluna do 6ºsemestre de gestão empresarial da Fatec PG (Faculdade de Tecnologia Praia Grande), “Em meio a tantas adversidades é preciso persistir, acredito que o momento para me qualificar é este."

Samantha Ananias, 24 anos, aluna do 3º semestre de pedagogia na Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) concorda com Ariane. “Nesse momento eu tenho dedicado mais atenção aos estudos, estou mais concentrada e leio bastante. Descobri novos interesses na minha própria área e tenho aproveitado a oportunidade em uma fase ruim para o mundo para me capacitar.”

Clayton Lopes, 30 anos, que está no 2º semestre de comércio exterior pela Fatec Praia Grande, aproveitou esse momento da pandemia para mudar de área. “Eu atuava há 7 anos no turismo, mas neste momento tive a chance iniciar os estudos em uma carreira nova”, explica. “É importante para todo mundo se manter atualizado e o a pandemia tem tornado este processo mais fácil, tenho certeza de que novas oportunidades surgirão daqui a algum tempo para quem soube valorizar a aprendizagem”, finaliza.


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