21/05/2021 às 09h19min - Atualizada em 21/05/2021 às 09h19min

João Roma se diz surpreso ao aparecer com 15% dos votos em pesquisa

Ministro da Cidadania disse que vai defender o legado de Bolsonaro na Bahia

AB NOTICIAS NEWS
Por Henrique Brinco, TRIBUNA DA BAHIA
Sérgio Lima/Poder360

O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), apareceu bem posicionado na primeira pesquisa eleitoral em que aparece como possível candidato ao Governo da Bahia. De acordo com o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, a eleição nacional pode influenciar na decisão dos eleitos no estado. “Se as eleições para governador do estado da Bahia fossem hoje e os candidatos fossem somente ACM Neto com o apoio de Ciro Gomes, Jaques Wagner com o apoio de Lula e João Roma com apoio de Jair Bolsonaro, em quem votaria?”, perguntaram os entrevistadores.

O candidato natural de Bolsonaro deveria ser, em tese, ACM Neto (DEM). O ex-prefeito de Salvador, contudo, tem se distanciado cada vez mais do bolsonarismo diante da impopularidade do presidente no interior do estado. Além disso, há meses ele vem sinalizando uma possível dobradinha com o candidato virtual do PDT, Ciro Gomes. A aliança entre PDT e DEM na eleição de 2020 vencida pelo prefeito Bruno Reis (DEM), em Salvador, foi um forte sinal que os ventos sopram nesta direção.

Caso o cenário seja confirmado, a corrida eleitoral baiana poderá ter três importantes nomes disputando o Palácio de Ondina: Jaques Wagner pelo PT, dando palanque local a Lula (se realmente for candidato); Neto pelo DEM, dando palanque local a Ciro; e o próprio Roma, dando palanque a Bolsonaro.

Segundo o levantamento, o ministro teria o apoio de 15,2% dos entrevistados. A dupla ACM Neto e Ciro Gomes, obteria 38%, enquanto Wagner e Lula teria 33%, uma diferença considerada pequena. A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 15 de maio e ouviu 2002 pessoas por telefone, utilizando o mapeamento das sete mesorregiões definidas pelo IBGE. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

À Tribuna, Roma comentou a pesquisa ontem. "Confesso que me tomou um pouco de surpresa a pesquisa. Fico muito feliz e grato pelo reconhecimento, pela opinião dos baianos em torno do nosso nome. Fica claro que isso reflete a posição do governo Bolsonaro, que tem feito muito, destravado obras que passaram décadas inconclusas na Bahia, como é o caso da (duplicação da) BR-101, que estava se arrastando e agora estamos entregando vários trechos. Da maneira como foi a pesquisa, deixou muito claro um link com nomes nacionais e a interferência disso nos nomes locais", declarou.

O ministro prometeu "defender o legado de Bolsonaro na Bahia e intensificar a agenda do presidente no estado". "Fico muito feliz com esse reconhecimento em torno do meu nome, que sinaliza também o espaço que o presidente Bolsonaro vem desenhando dentro do eleitorado baiano pelo seu trabalho pelo estado da Bahia. [...] Ainda não tratei do tema com o presidente Bolsonaro nem com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. Acho que é bem provável que, fruto dessa informação, é possível que ocorram tratativas internas, até para discutir esse cenário de 2022. Mas até então esse assunto não foi tratado nem no âmago do meu partido nem entre mim e o presidente Bolsonaro", continuou.

"Com essa pesquisa, é natural que essas conversas comecem a surgir, mas a minha mente não está ainda voltada para esse cenário eleitoral, eu estou muito focado no meu trabalho. O ministério tem uma estrutura muito grande. São muitas responsabilidades depositadas aqui nessa gestão e eu tenho empenhado muito nisso, é o maior desafio da minha vida pública", completou.


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