18/05/2021 às 12h50min - Atualizada em 18/05/2021 às 21h41min

Identidade digital descentralizada traz segurança em dados pessoais

Nova solução para confirmar informações de identidade em minutos, sem coletar dados pessoais

DINO


As pessoas usam sua identidade digital (usuário e senha) todo o tempo: no trabalho, em casa e em todos os aplicativos, dispositivos e serviços com os quais interagem no dia a dia. No entanto, até agora, os dados pessoais não eram propriedade da pessoa, mas controlados e pertencentes a terceiros, uma empresa ou uma organização.

Agora, os usuários poderão ter o controle de suas permissões de uso de dados. Principalmente hoje quando o debate sobre a lei geral de proteção de dados (LGPD) e privacidade se aprofunda em todo o mundo. É possível utilizar um modelo de identidade baseado na tecnologia blockchain, em que os usuários têm o controle do gerenciamento de suas permissões de uso de dados, tornando-o mais seguro.

Desde fevereiro, um arquivo chamado de “COMB21” com 3,2 bilhões senhas de 2,18 bilhões de endereços de e-mails circula na internet (fonte: The Hacker News (THN)). A identidade descentralizada traz novos protocolos e criptografia para gerar confiabilidade às transações eletrônicas e coibir crimes comumente praticados no ambiente digital.

Identidade descentralizada se baseia na ideia de que a identidade digital pertence ao cidadão e, portanto, é ele quem decide a quem ou onde quer dar acesso aos seus dados por meio de credenciais verificáveis ​​que cada um carrega em seu dispositivo móvel. 

A identidade descentralizada funciona por meio de diferentes credenciais que pertencem ao usuário. Ao criar uma conta - seja de trabalho, acadêmica, etc. -, o usuário obtém uma credencial única que está associada ao conjunto de dados que fez parte do processo de cadastro e que é inserido no blockchain. Por meio da tecnologia, o usuário faz a varredura de uma ID e tira uma selfie para gerar credenciais verificáveis ​​no aplicativo Microsoft Authenticator, que usará para provar sua identidade para diferentes organizações. 

“A identidade digital descentralizada é mais segura porque fornece maior privacidade e controle sobre os dados pessoais. A vida de cada um de nós está cada vez mais ligada a aplicativos, dispositivos e serviços, o que nos torna sujeitos a violações de dados e perda de privacidade. Com a identidade digital descentralizada, os diferentes identificadores (como o nome de usuário) podem ser substituídos por outros identificadores com identidade própria, independentes, o que possibilita a troca de dados através do blockchain”, explica Sebastián Stranieri, CEO da VU, empresa de segurança cibernética no setor de provedores de soluções para verificação de identidade.

O sistema já está sendo testado pela Universidade Keio no Japão, pelo governo flamengo na Bélgica e pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido. No Brasil, está prevista a implementação em uma destacada entidade educacional.  

De acordo com o relatório da empresa de pesquisa e consultoria Forrester, intitulado Preparação para a Identidade digital descentralizada: SWOT de segurança, de 21 de janeiro de 2020, "A Identidade digital descentralizada não é apenas um jargão de tecnologia: ela promete uma reestruturação do atualmente centralizado ecossistema de identidade física e digital, para transformá-lo em uma arquitetura descentralizada e democrática."

“Hoje em dia, nossa identidade digital está dividida em diversas plataformas: redes sociais, lojas de varejo, bancos, centros de saúde ou educacionais, etc. E isso às vezes representa um problema quando, por exemplo, perdemos um cartão de crédito durante uma viagem internacional, porque a entidade não possui uma forma rápida e simples para o usuário verificar nossa identidade”, conclui Sebastián Stranieri.

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