07/05/2021 às 16h40min - Atualizada em 07/05/2021 às 17h20min

Quase 40% dos pacientes diagnosticados com apneia obstrutiva crônica não dão continuidade ao tratamento no sistema público

Resultados prévios do Projeto Hermes Brasil, importante levantamento nacional já realizado sobre diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono na saúde pública, revela ainda que 85% dos centros que atendem pacientes não possuem equipamentos adequados

DINO
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Os distúrbios do sono, entre eles, principalmente apneia obstrutiva crônica e a insônia, atingem mais de 65% dos brasileiros, segundo estimativas da Associação Brasileira do Sono (ABS). Com a pandemia da COVID-19, os especialistas também já observam que essa foi uma das áreas mais afetadas na rotina e saúde dos brasileiros.

Agora, resultados preliminares do primeiro grande estudo que pretende analisar como são diagnosticados e tratados os distúrbios do sono no sistema público de saúde do país, estão jogando luz e ampliando as informações sobre o tema. De acordo com o Projeto Hermes Brasil, aproximadamente 40% dos pacientes que são diagnosticados com apneia obstrutiva crônica no SUS simplesmente não continuam seu tratamento.

Além disso, 85% dos centros que, atualmente, atendem distúrbios do sono no sistema de saúde pública do país não têm equipamentos adequados para tratar os pacientes. "Os distúrbios do sono, de certa forma, ainda são negligenciados no sistema de saúde brasileiro", explica o cardiologista Luciano Drager, especialista em medicina do sono e doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, um dos responsáveis pelo Projeto Hermes Brasil. "O abandono ao tratamento é um dos pontos importantes que estamos observando no estudo", completa.

Para Beny Finkelstein, especialista em saúde pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP, em São Paulo, e gerente para América Latina da área de Acesso da ResMed, a judicialização para se conseguir o CPAP, principal aparelho para o tratamento da apneia do sono, leva o sistema público a pagar por um tratamento o valor que poderia ser gasto para tratar duas pessoas. "O objetivo do Projeto Hermes Brasil é justamente apontar essas distorções e auxiliar o sistema público para futura tomada de decisão em relação a esses tratamentos", completa.

A apneia obstrutiva crônica, que muitos brasileiros conhecem mais popularmente como o ronco, está ligada a uma série de fatores de risco para problemas cardiovasculares e hipertensão. A condição provoca um estreitamento ou fechamento das vias aéreas durante o sono.

Projeto Hermes Brasil

O objetivo do Projeto Hermes Brasil é realizar o primeiro grande diagnóstico no setor público nacional sobre identificação, jornada e tratamento das doenças do sono, em especial a apneia obstrutiva crônica, no país. E, em suas diversas etapas, fornecer aos gestores públicos dados concretos para endereçar o problema e mudar essa realidade na saúde brasileira.

Os médicos Luciano Drager (cardiologista e especialista em medicina do sono); Alan Eckeli (professor doutor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto); Daniela Pachito (neurologista e neurofisiologista clínica, especialista em medicina do sono); além do especialista em saúde pública Beny Finkelstein são os líderes do projeto.

ResMed

A ResMed é uma companhia pioneira em soluções inovadoras que tratam e mantêm pacientes fora do hospital, capacitando-os a viver uma vida mais saudável. As tecnologias digitais de saúde e dispositivos médicos conectados à nuvem transformam o atendimento de pacientes com apneia do sono, DPOC e outras doenças crônicas. As plataformas de software fora do hospital compreendem os profissionais e cuidadores que auxiliam os pacientes a se manterem saudáveis em casa ou no local de atendimento de sua escolha. Ao possibilitar melhores cuidados, qualidade de vida, impacto nas doenças crônicas e os custos para consumidores e sistemas de saúde em mais de 140 países. Para saber mais, basta visitar www.resmed.com.br



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