23/06/2019 às 12h50min - Atualizada em 23/06/2019 às 12h50min

"O governo virou uma usina de crises que não atingirá a Câmara", diz Rodrigo Maia após críticas de Guedes

Ministro da Economia falou, em evento no Rio de Janeiro, que os deputados "cederam a lobby de servidores" no relatório da reforma da Previdência. Presidente da Casa rebateu na GloboNews

Ab Noticia News
GAÚCHAZH FOLHAPRESS
Rodrigo Maia concedeu entrevista na tarde desta sexta-feira (14) Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Em entrevista ao canal de notícias GloboNews, o presidente da Câmara dos Deputados,Rodrigo Maia (DEM-RJ), respondeu as críticas feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao relatório da comissão especial da reforma da Previdência. 

— O governo virou uma usina de crises permanente que não atingirá a Câmara dos Deputados — afirmou Maia em entrevista.

 

 

 Paulo Guedes afirmou nesta sexta (14) que a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP) cede a privilégios e aborta a proposta de capitalização, gerando necessidade de nova reforma no futuro. 

— Eles (parlamentares) mostraram que não há compromisso com as novas gerações. O compromisso com os servidores públicos do Legislativo foi maior do que o com as novas gerações — criticou Guedes, em entrevista após deixar evento no Rio.

Segundo Maia, a Câmara blindou o Congresso de crises diárias provocadas pelo governo. 

— Dessa vez infelizmente foi meu amigo Guedes — afirmou.

— Quero saber por que o ministro Guedes assinou uma regra de transição mais flexível no projeto de reforma para os militares — disse Maia em referência a críticas sobre mudanças na transição de servidores.

O presidente da Câmara também se disse triste pelas afirmações de Guedes e acrescentou que o país pode entrar em uma "nova fase", em que o Parlamento pode ter mais liderança na aprovação de pautas.

— Essa não é a reforma de Bolsonaro, é a reforma do Brasil — afirmou, garantindo que o projeto será aprovado "apesar das confusões do governo".

Maia já afirmou diversas vezes que a reforma da Previdência seria aprovada mesmo sem articulação do governo Bolsonaro. Desde março, Executivo e Legislativo disputam sobre a responsabilidade de articular votos para a aprovação de novas regras para a aposentadoria. 

Posteriormente, as críticas foram reforçadas no Twitter. Maia também afirmou que "desta vez o Parlamento vai ser bombeiro, não incendiário"

 



 
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