21/04/2021 às 12h33min - Atualizada em 21/04/2021 às 12h33min

Geomanta é instalada na comunidade do Lobato

Com investimento de R$282 mil, a proteção traz segurança para as 138 famílias que vivem próximo à encosta.

AB Notícia News
Tribuna da Bahia
Valter Pontes/Secom
A comunidade da Avenida Pereira, no Lobato, região do Subúrbio Ferroviário, foi contemplada com uma geomanta de 2 mil m². Com investimento de R$282 mil, a proteção traz segurança para as 138 famílias que vivem próximo à encosta, impedindo que deslizamentos de terra ocorram, sobretudo em dias de chuva. A obra foi inaugurada em ato simbólico pelo prefeito Bruno Reis, nesta quarta-feira (21), acompanhado da vice-prefeita Ana Paula Matos e do diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo.
"Já são mais de 200 áreas que adotamos a tecnologia da geomanta que, apesar de não ser uma solução definitiva, protege a encosta e traz segurança e tranquilidade aos moradores do entorno. Neste mês, a cidade já chegou a acumular 450 mm de chuvas. Um volume muito alto já que a previsão para abril todo era de 290 mm. Mas, graças a esse trabalho permanente que fazemos, principalmente na proteção das áreas de risco, temos preservado vidas", destacou o prefeito.
De 2013 para cá, acrescentou o chefe do Executivo municipal, cerca de 320 áreas de risco já foram alcançadas com intervenções municipais – isto é pouco mais de um terço dos 1 mil locais vulneráveis identificados pelo IBGE.
"Ao longo dos anos vamos tendo a constatação de que a cidade de hoje está muito mais preparada do que no passado. Não estamos imunes aos problemas, porém, num período como este e, diante da intensidade das chuvas, com certeza já teríamos tido vítimas. Temos obras em execução tanto definitivas, com tecnologia de cortina atirantada e solo grampeado, como geomantas. Vamos continuar avançando na elaboração de projetos e orçamentos para tornar Salvador mais segura", afirmou Bruno Reis.
 
Prevenção – A Prefeitura tem priorizado os trabalhos de prevenção e contingência da Defesa Civil. Neste sentido, as equipes atuam desde a realização de vistorias técnicas de imóveis e áreas de risco com a notificação de moradores quando necessário, monitoramento de pontos críticos de alagamento e identificação da necessidade de intervenções, até capacitação de comunidades com a realização de programas educativos, a exemplo dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs).
 
A estratégia de preservar vidas também conta com auxílio da tecnologia. A capital baiana conta com 11 sistemas de alerta e alarme, estações meteorológicas e hidrológicas, 54 pluviômetros, além do trabalho dos técnicos que vão a campo e de uma central de monitoramento, que é uma das mais modernas do Brasil.
 

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