20/09/2020 às 11h52min - Atualizada em 20/09/2020 às 11h52min

Pesquisa aponta efeitos da pandemia nos festejos juninos da Bahia

Quase três meses depois da data, um grupo de pesquisadores trouxe os impactos da covid-19 nos festejos juninos na Bahia

Ab Noticia News
Tribuna da Bahia, Salvador Por: Yuri Abreu
Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia / Arquivo

Uma das festas mais aguardadas do baiano, principalmente por aqueles que gostam de curti-la no interior do estado, o São João, esse ano acabou não sendo realizado por causa da pandemia do novo coronavírus. Quase três meses depois da data, um grupo de pesquisadores trouxe os impactos da covid-19 nos festejos juninos na Bahia.

O levantamento, feito pelo Observatório de Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB) e com um site especializado no tema, apontou que o principal impacto causado com a suspensão da festa, em 2020, foi o cancelamento dos contratos. A situação foi relatada por 92,1% das bandas e 41,7% dos profissionais da cultura.

Ao todo, a pesquisa contou com 188 respondentes, sendo 143 questionários válidos – 76% do total. Os dados, preliminares, foram coletados no período de 10 de julho a 31 de agosto e teve como foco, neste primeiro momento, as festas particulares. Já do lado dos contratantes, 85% revelaram ter realizado o cancelamento total dos contratos já fechados com artistas e serviços para a edição do evento que ocorreria em 2020.

Além disso, cerca de 67% dos respondentes do questionário já haviam planejado ou anunciado a edição da festa para 2020, com 37,5% tendo, inclusive, iniciado a venda de ingressos e camisas. E 77,8% dos organizadores de festas indicaram ter perda financeira de até R$ 100 mil neste ano.

ENFRENTAMENTO

A pesquisa também abordou quais foram às estratégias adotadas, pelos atores envolvidos nas festas juninas, ante o cancelamento do São João em todo o estado. O primeiro lugar, disparado, ficou por conta das lives. As que foram realizadas, de forma gratuita, foram abordadas por 55,3% dos entrevistados, seguidas daquelas com patrocínio privado (38,2%). Outras ações realizadas pelos artistas para o enfrentamento da crise foram revisão de despesas (30,3%) e venda de patrimônio pessoal (22,4%). Cenário semelhante foi também observado entre os profissionais da cultura e prestadores de serviços.

Por último, o levantamento da OBEC-BA perguntou aos respondentes que recomendações poderiam ser dadas para ajudar aos profissionais do setor a passar por esse momento mais complicado, de crise. Um deles foi a elaboração de editais, como ação de formação profissional e difusão, que contemplem a realização de cursos, virtuais ou presenciais, vinculados às tradições juninas.

Outra medida sugerida foi a realização, pelo poder público ou iniciativa privada do Festival Luiz Gonzaga na Bahia, resgatando as tradições juninas, na modalidade presencial ou virtual, com contratação dos artistas de forma remunerada, ampliando as oportunidades e a difusão do gênero musical forró para além do mês de junho. Também foi citado pelos que responderam à pesquisa a abertura de uma linha de crédito especial exclusiva para os agentes da economia dos festejos juninos.

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