26/07/2020 às 13h57min - Atualizada em 26/07/2020 às 13h57min

Mesquinha ou generosa: quem é você?

Uma reflexão com base no livro bíblico de 2 Coríntios provoca a autoanálise

Ab Noticia News
Folha Universal
Getty images

a cabeça de muitas mulheres, o ato de dar é sinônimo de perda. E elas pensam dessa forma porque o que têm para dar, geralmente, vem delas mesmas e não de Deus. Esse entendimento é algo que deve ser analisado com a profundidade espiritual que merece, como apontado por Cristiane Cardoso, ao lado de sua mãe, Ester Bezerra, durante uma meditação ao grupo Godllywood transmitida por uma live nas redes sociais.

Cristiane exemplificou com a carta de Paulo à Igreja de Corinto. Nela, ele destacava a generosidade daquela Igreja, apesar de estar passando por momentos de privação: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade.

Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente.” (2 Coríntios 8.1-3).

LIÇÕES
Cristiane lembrou que aquelas pessoas escolheram ser generosas, em vez de ficarem reclamando de uma situação difícil. Elas tiraram força dos problemas. No entanto, atualmente, muitas pessoas se perguntam como podem crescer espiritualmente e alcançar outras pessoas. Ela citou o trabalho de muitos voluntários durante a atual pandemia: “quanto menos a pessoa tem, mais generosa ela é, e não é só com o dinheiro, mas com o tempo dela. Ela é mais disponível para a Obra de Deus. É aquela pessoa que não é mesquinha e que faz questão de fazer parte do dar. Quem dá está se abençoando”, disse.

Acontece que muitas pessoas limitam suas atitudes porque esperam que alguém lhes peça algo ou porque não entendem que só de experimentarem a direção, o cuidado e, principalmente, a Salvação vindos de Deus, elas devem muito do que são a Ele.

OFERTA RESMUNGADA
Podemos observar ao longo da Palavra de Deus que, do princípio ao fim, Ele sempre ofertou pela Humanidade. A primeira entrega foi cobrir a nudez espiritual de Adão e Eva depois que foram encontrados por seus pecados (Gênesis 3.21). Depois, Ele entregou Seu Filho, Jesus, como sacrifício no Calvário e continua Se entregando por meio do derramamento do Seu Espírito. Então, Ele espera o mesmo de Seus filhos. Mas, quando não há da nossa parte uma entrega que nos faça sentir a mesma dor que Deus sente todos os dias ao perceber uma alma gritando por ajuda, o que fazemos (ou não) revela de fato quem somos.

Essa atitude de fechar a mão e os olhos para os outros e, sobretudo, para a própria condição, revela que a pessoa se encontra rasa, fraca, espiritualmente. Afinal, quem tem algo para dar é transbordante.

O livro de Provérbios 23.6-8 faz um alerta: “Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas.

Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo. Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.”

Podemos verificar nessa passagem que, mesmo aparentemente entregando algo, há quem seja mesquinha, porque doa com pesar, com obrigação. Esse pensamento individualista caracteriza a oferta resmungada que muitas dão porque consideram mais o que fazem do que ao Senhor a Quem dizem servir. Mas é possível abandonar essa inércia espiritual ao buscar o Espírito de Deus, desejando beber dessa fonte com vontade. A mulher que é generosa não está preocupada em receber, pois nela está o Espírito de dar. Seja esta mulher.

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