26/07/2020 às 00h14min - Atualizada em 26/07/2020 às 00h14min

Shoppings abertos. Salvador vai retornando a sua rotina

Entre os segmentos que puderam voltar a funcionar, na capital baiana, estiveram os comércios de rua com área acima de 200 m², templos religiosos e igrejas, além dos shoppings

Ab Noticia News
Tribuna da Bahia, Salvador
Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Da redação

 

Depois de quatro meses fechados por causa da pandemia do novo coronavírus e algumas semanas de expectativa, finalmente teve início da Fase 1 de retomada das atividades em Salvador, no dia de ontem. Entre os segmentos que puderam voltar a funcionar, na capital baiana, estiveram os comércios de rua com área acima de 200 m², templos religiosos e igrejas, além dos shoppings. Os centros de compras, por sinal, foram um dos segmentos que mais tiveram prejuízo pela crise causada pela doença: R$ 3 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrasce).

Assim como em outras cidades que já tinham liberado o funcionamento dos espaços, desde que respeitassem as regras determinadas pelo poder público, a agonia da população foi tamanha que, mesmo três horas antes da reabertura, ao meio-dia, filas já se formaram, por exemplo, em frente ao Shopping da Bahia, na Avenida ACM.

Registro de pessoas ansiosas para voltar a conferir as vitrines e promoções – ou apenas matar a vontade de andar pelos corredores dos espaços – também foram percebidas em outros estabelecimentos, como nos Shoppings Itaigara, Center Lapa, no centro da cidade, e Bela Vista, na região da Rótula do Abacaxi. Agentes da Secretaria municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) estiveram nos diversos locais para conferir se os protocolos estavam sendo respeitados.

Conforme acordado entre os empresários e os poderes públicos, as pessoas entravam apenas em número limitado, sendo que cada uma delas tinha a temperatura medida. Àqueles que estavam acima dos 37,8 ºC não podiam entrar nos estabelecimentos. Além disso, cada tomou as próprias medidas para evitar aglomerações e disseminação do novo coronavírus dentro dos centros de compras.

No shopping da Bahia, por exemplo, havia informação nas vitrines sobre a quantidade máxima de clientes por loja, os estacionamentos funcionaram com 50% da capacidade total e os elevadores tiveram a capacidade reduzida para 30%. Além disso, aos motoristas que chegavam até o local, podiam emitir os tíquetes sem contato físico com a máquina e o pagamento da taxa de estacionamento poderá ser feito através do celular.

No shopping Barra, o acesso às lojas também foi restrito. Nas escadas rolantes, foi necessário respeitar a distância de três degraus entre uma pessoa e outra. Uma sinalização foi colocada no piso para indicar o fluxo de inda e vinda, de forma a manter o mantendo o distanciamento mínimo estipulado. Quem seguiu até os restaurantes da praça de alimentação, podia apenas retirar o alimento no balcão para viagem.

Já nos shoppings Salvador e Salvador Norte foram instalados sensores que liberam o cartão de estacionamento sem a necessidade de toque. Já as vagas dos estacionamentos foram sinalizadas respeitando o distanciamento entre os veículos. Dentro dos malls, entre outros, foram disponibilizados mais de 300 pontos de álcool em gel, além da instalação de tapetes que fazem a desinfecção nos calçados nos acessos.

RESTRIÇÕES

Porém, nem todos os centros de compras da cidade puderam abrir as portas ontem. O shopping Cajazeiras, que fica no bairro do mesmo nome, continuou fechado, uma vez que a região está, desde ontem, sob o regime das medidas restritivas para evitar a disseminação da covid-19 no bairro, assim como em Fazenda Grande, duas localidades em que a quantidade de casos positivos da doença vem crescendo. A medida tem duração de sete dias.

Além do centro de compras, os comércios formal e informal devem permanecer fechados nesses bairros, independentemente do tamanho da área que ocupam. Apenas serviços considerados essenciais podem funcionar, a exemplos de supermercados, padarias, delicatessens, farmácias, açougues, estabelecimentos que utilizam o sistema de delivery (sem retirada no local) e serviços de saúde.

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