07/05/2020 às 11h33min - Atualizada em 07/05/2020 às 11h33min

Milho: clima em maio é decisivo para 2ª safra no PR, MS e SP, diz FCStone

Impacto da Covid-19 na demanda do cereal é tema de transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 7, no site, Facebook e Youtube do Canal Rural

Ab Noticia News
CANAL RURAL Por Fernanda Custódio, de São Paulo
Reprodução
O comportamento do clima em maio será decisivo para a definição do potencial produtivo das lavouras do milho segunda safra da temporada 2019/2020 no Paraná, Mato Grosso do Sul e em São Paulo, de acordo com a INTL FCStone. Diante das chuvas irregulares e do clima mais seco em abril, a consultoria reduziu a projeção para a “safrinha” do cereal em 1,3 milhão de toneladas, indo para 72,6 milhões de toneladas.

Em abril, a estimativa era de uma segunda safra de milho de 73,9 milhões de toneladas. Consequentemente, a perspectiva de produtividade também baixou de 5,58 toneladas para 5,43 toneladas por hectare. Em seu último levantamento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimou a segunda safra do cereal em 75,4 milhões de toneladas.

Mato Grosso

Em algumas regiões de Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, os produtores já relatam perdas no potencial produtivo das lavouras devido ao clima irregular. Nessa semana, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirmou que a falta de chuvas nas regiões centro-sul, sudeste e oeste do estado causou redução do potencial produtivo das plantações do cereal.

“O cenário deve impactar a produtividade do milho em Mato Grosso em 1,03 sacas por hectare ante a última projeção. Dessa forma, o rendimento médio das lavouras passa a ser considerado em 104,98 sacas por hectare, queda de 5,15% em relação à safra 2018/2019”, destacou o Imea em seu relatório semanal.

Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os produtores já estimam queda de até 20% no potencial produtivo em função das irregularidades climáticas, conforme destaca o gerente regional da Indutar nas regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, Paulo Schwaab. “No Paraná, o cenário não é diferente, especialmente no oeste do estado”, completa o gerente.

 

Paraná

“No Paraná, temos algumas regiões sem chuvas há mais de 20 dias e as precipitações previstas para essa semana ocorrem de forma pulverizada. Temos no estado, em torno de 50% das lavouras em polinização, uma das fases mais importantes para a cultura”, destaca Étore Baroni, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone.

Na última semana, o Departamento de Economia Rural (Deral), entidade vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), estimou a produção de safrinha em 12,23 milhões de toneladas de milho. A estimativa está abaixo do volume colhido no ano anterior, de 13,24 milhões de toneladas.

“Os impactos sofridos até agora foram principalmente a falta de chuva aliada às altas temperaturas e com baixa umidade. Nesse momento, as perdas são registradas de forma mais intensa na região oeste, onde já se encaminha para a metade final do ciclo, enquanto a região norte ainda está na metade inicial de desenvolvimento e com maior potencial de recuperação”, detalha o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio.

 

Transmissão ao vivo

Para tratar deste e outros assuntos, o Projeto Mais Milho realiza durante o mês de maio várias transmissões ao vivo com especialistas do setor. Nesta quinta, 7, o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira, recebe analistas para debater o novo coronavírus e os efeitos na demanda do cereal. O encontro acontece a partir das 20 horas, no site, Facebook e Youtube do Canal Rural.

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