30/03/2020 às 19h29min - Atualizada em 30/03/2020 às 19h29min

Covid-19: produtos chegam a dobrar de preço em feirinhas e mercadinhos

O preço de alimentos considerados essenciais na mesa do consumidor disparou nos últimos dias

Ab Noticia News
Por: Rayllanna Lima Tribuna da Bahia, Salvador
Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

O preço de alimentos considerados essenciais na mesa do consumidor disparou nos últimos dias. O ovo, por exemplo, que antes a placa era encontrada em feirinhas e mercadinhos a R$ 9, agora custa R$ 17. O limão, poderoso em vitamina C, foi um dos produtos que chegou a dobrar de preço.

"Boa parte dos que tiveram grande alta ajuda a imunizar o organismo, em tempos de coronavírus. Limão, laranja, cenoura, tudo subiu. O preço do limão dobrou. Era R$ 2,50 e agora tá por R$ 5”, disse o feirante que trabalha no Mercado Sete Portas, Marcelo Andrade, de 45 anos.

De acordo com ele, o valor de muitos produtos começou a subir após a corrida dos baianos aos centros de compra logo quando começou a ser adotado o isolamento social em Salvador, como medida de prevenção contra o novo coronavírus (Covid-19).

“Teve muito aumento também em produtos que o povo estocou. É a lei da oferta e da procura. A gente vai lá na Ceasa [Centro de Abastecimento de Salvador], às vezes pede mais quantidade, eles mandam menos. Quando falei do preço do ovo, o rapaz de lá me disse que só o povo deixando de comer para baixar. Como vão deixar de comer se está todo mundo em casa? Mas vamos encontrar uma solução e sair logo disso”, desejou.

Tendo o feijão como carro-chefe de suas vendas, André Conceição, 38 anos, revelou à reportagem que a saca do feijão fradinho, que antes era comprada por R$ 120, agora sai a R$ 220. A do mulatinho, de R$ 250, está por R$ 360. O quilo dos dois produtos na feira, vendidos anteriormente por R$ 5 e R$ 6, respectivamente, tiveram alta de R$ 1. O preço pode subir ainda mais nos próximos dias, segundo André.

"Segundo eles da Ceasa, tem muita coisa faltando. No caso do feijão, juntou também que esse é o período de plantio. Com esse problema do coronavírus deve ter ficado pior. Mas a gente sabe que a maioria deles aproveita e aumenta. Tem estoque de mercado mais velho, não tinha necessidade de aumentarem. Com isso, teve mercadoria que não comprei. Não adianta comprar mais caro para o povo não comprar”, afirmou, no domingo (29).

Em outros mercadinhos percorridos pela Tribuna da Bahia ontem (29), foi possível também identificar aumento no valor dos produtos. Os mais significativos ficaram concentrados no ovo e no feijão.


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