30/03/2020 às 10h06min - Atualizada em 30/03/2020 às 11h41min

App orienta munícipes na quarentena e ajuda a destinar lixo reciclável

ONGs usam aplicativo para evitar que material reciclável vá para aterros por falta de serviço de triagem no período de isolamento pelo Covid19

DINO
http://www.qzela.com.br
Cooperativas suspendem triagem durante quarentena


Um aplicativo criado para envolver o cidadão na gestão pública e na zeladoria urbana lançou, nesta semana, três novos serviços para ajudar a população a superar a pandemia causada pelo novo coronavírus.

Os novos segmentos permitirão ao usuário do app QZela abrir ocorrências e registrar informações úteis para que o poder público tome atitudes mais assertivas e ágeis durante a quarentena.

O primeiro ícone chama-se Quarentena-Covid19, e possibilita enviar informações georreferenciadas sobre o funcionamento da cidade no período, segundo as normas vigentes: pontos de aglomeração, serviços essenciais fechados e serviços não essenciais abertos.

O segundo e o terceiro ícones indicam formas de destinar o lixo reciclável. Em um deles, o usuário marca pontos onde há grandes volumes de metais, plástico, papel, vidro e lixo eletrônico para serem coletados. No outro, indica ponto de coleta de lixo reciclável doméstico ou predial livre de contaminação pelo Covid19.

As orientações sobre o descarte serão oferecidas pelo Instituto Limpa Brasil, ONG que organiza no país o Dia Mundial da Limpeza (WCD). QZela vai gerar informações e desenhar um mapa do lixo reciclável já separado e descontaminado. A coordenadora do Limpa Brasil, Edilainne Muniz, organiza um Grupo de Trabalho dedicado a reunir essas orientações, que serão divulgadas e replicadas nas redes sociais de empresas, gestores, associações e outras unidades representativas. "É preciso lembrar as pessoas sobre a importância de separar o lixo, mesmo nesse período, e trabalhar na questão da logística reversa dos materiais, evitando que eles vão parar nos aterros", ela enfatiza.

"Os segmentos ligados ao Covid19 atendem um anseio da população por serviços e informações que nos ajudem a passar por este período da melhor maneira possível. Já projeto do lixo constava da pauta do QZela há algum tempo, e vem contribuir com uma questão que diz respeito tanto à população quanto à indústria", explicou Roberto Badra, CEO da Westars Technology Goup, que desenvolve o aplicativo.

A preocupação surgiu depois da publicação, pela ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental), de uma série de diretrizes sobre o funcionamento da coleta de lixo, que envolvem desde o munícipe e catadores até as esferas do poder público e servidores.

Segundo a associação, durante o período de isolamento, deve permanecer nos bairros a coleta regular de lixo, considerada como essencial. No entanto, o serviço de coleta seletiva, transporte e manejo das instalações de recuperação de resíduos "tornam-se inviáveis no momento, devido aos riscos que apresentam", diz o documento. O resultado é que o lixo reciclável será coletado, porém será enviado aos aterros junto com o material orgânico.

A determinação é preventiva, uma vez que o novo Covid19 é um vírus persistente e permanece nos materiais por um tempo mais longo do que outras contaminações. Porém, deve causar uma série de problemas ambientais em um curto espaço de tempo, além de eliminar um ciclo importante da economia.

Aderindo à iniciativa organizada pelo Limpa Brasil, a Abividro (Associação Brasileira da indústria do Vidro) garantiu que a indústria pretende seguir comprando resíduos para reciclagem, e que está engajada na criação de uma nova operação logística para solucionar essa equação. A intenção agora é reunir todas as pontas para encontrar saídas que atendam o mercado sem prejudicar a população.

É com esse intuito que o app QZela pretende possibilitar que o usuário aponte, pelo próprio celular, os pontos onde há grandes volumes de lixo reciclável, além de indicar o local onde descartou seu lixo livre de contaminação pelo coronavírus. De posse dessa informação, as associações poderão se reorganizar e encontrar um destino para o material, mesmo que provisório, até que ele não represente mais perigo de contaminação e volte a ser reabsorvido pela indústria, da qual faz parte na economia circular.



Website: http://www.qzela.com.br
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