28/03/2020 às 14h10min - Atualizada em 28/03/2020 às 14h10min

Rompendo a barreira do silêncio para a comunidade surda

Programa social oferece cursos gratuitos de Libras em 17 estados do Brasil. Aulas serão retomadas com término das restrições contra a propagação do coronavírus.

Ab Noticia News
Folha Universal
Getty Image

No Brasil, 10,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Porém, dois em cada três cidadãos nessa situação enfrentam dificuldades nas atividades do cotidiano, como mostra o estudo feito pelo Instituto Locomotiva.

 Um dos principais problemas que a comunidade surda enfrenta é a dificuldade em se comunicar, porque nem sempre existe um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos locais em que frequenta – excluindo essa parcela da população de muitas atividades.

 Preocupado com a inclusão social das pessoas com essa deficiência, o EVG Libras – programa social mantido pela Igreja Universal do Reino de Deus – oferece cursos semestrais de Libras, com duas turmas aos sábados e uma aos domingos. As aulas são gratuitas e acontecem no Templo de Salomão, em São Paulo (SP), e em mais 16 estados do Brasil. No momento, o curso está paralisado até que se normalize a situação que o país enfrenta com o coronavírus. 

A consultora de vendas Silvia da Costa explica que era um sonho estudar Libras. “O curso me fez compreender que eu não aprenderia apenas um idioma, mas conseguiria enxergar outra realidade sobre as dificuldades que os surdos têm para serem ouvidos e compreendidos. Muitos sofrem em silêncio, e quando você se comunica com ele, essa barreira se rompe”, conta.

 O programa social existe há quatro anos e possui 485 voluntários nos estados em que atua.

 Para saber mais informações sobre o curso, entre em contato com a Central EVG pelo telefone (11) 2790-1146.

 Uma população a ser incluída

 A pesquisa do Instituto Locomotiva revela que apenas 37% dos surdos estão formalmente empregados no Brasil. A falta de inclusão limita o acesso deles a oportunidades básicas como educação.

 Os dados mostram ainda que 32% das pessoas com alguma deficiência auditiva não têm nenhum grau de instrução, apenas 7% têm ensino superior completo e 15% frequentaram o ensino médio.

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