26/03/2020 às 20h51min - Atualizada em 26/03/2020 às 20h51min

Estabelecimentos na Graça e na Barra são interditados por descumprir decreto

Prefeitura cassou o alvará da lanchonete por estar realizando obras

Ab Noticia News
Por: Yuri Abreu Tribuna da Bahia, Salvador
SecomPMS/Divulgação

No primeiro dia de fiscalização em que a força-tarefa da Prefeitura de Salvador teve que vistoriar também o funcionamento de espaços como casas de festas e eventos, clínicas de estéticas e salões de beleza – além desses, estão no alvo escolas, universidades, academias, entre outros – uma unidade de uma rede internacional de fast-food, localizada no bairro da Graça, em Salvador, foi interditada, ontem, pelos agentes.

De acordo com a gestão municipal, apesar de estar fechada e funcionando apenas pelo sistema de delivery, a unidade estava realizando obras, o que ia de encontro ao decreto emitido pelo prefeito ACM Neto. Além da realização de obras civis em prédios e estabelecimentos habitados, exceto àqueles de ordem emergencial, a norma também proíbe o funcionamento de bares e restaurantes, casas de shows e espetáculos, qualquer atividade sonora, além do fechamento de academias de condomínios.

“O decreto proíbe a realização dessas obras para evitar a aglomeração e a movimentação de pessoas no espaço. Além de descumprir a lei, o Mc Donalds não tinha alvará de ampliação e reforma e por isso foi penalizado”, explicou o coordenador de fiscalização da Secretaria municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Everaldo Freitas.

Além da unidade da rede de fast-food, a fiscalização do órgão municipal, que conta com o apoio da Guarda Civil (GCM), interditou cinco estabelecimentos, sendo três depósitos de bebida, um bar e um restaurante, todos eles no bairro da Barra. Além disso, dois alvarás foram cassados. Desde o dia 18 de março, a força-tarefa que fiscaliza as determinações municipais para conter o coronavírus, foram realizadas mais de mil vistorias com 25 interdições e quatro alvarás cassados.

IGREJAS ABERTAS

A reportagem da TB percorreu cinco diferentes regiões da capital baiana para verificar se, de fato, a maior parte do comércio estava cumprindo com a determinação da prefeitura. Em alguns pontos como nas Avenidas Vasco da Gama e no bairro do Pau Miúdo, alguns estabelecimentos abriram as portas, mas em número pequeno. Muitas lojas, por outro lado, decidiram por fechar as portas, inclusive algumas relacionadas ao comércio de rua, ainda que elas ainda não sejam alcançadas pelos decretos da Prefeitura de Salvador.

Já quando a equipe passou em localidades como as Avenidas Heitor Dias e ACM, observou algumas igrejas abertas, mas sem movimento de pessoas. Porém, ao contrário do burburinho formado na população, de que os templos também teriam de fechar as portas, há um decreto do governo do Estado que limita em 50 pessoas a quantidade de pessoas em eventos e reuniões que envolvem igrejas e demais templos religiosos, além de feiras, e observando a distância mínima de dois metros entre os presentes. Templos que descumprirem a medida podem ter o alvará cassado.

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