22/03/2020 às 12h48min - Atualizada em 22/03/2020 às 12h48min

Azul e Passaredo reduzem malha aeroviária pelo Coronavírus

Capacidade pode ser diminuída em até 50 % até o mês de abril. Passageiros que decidirem adiar viagens estão isentos de cobrança

Ab Noticia News
Tribuna da Bahia, Salvador
Romildo de Jesus

Visando equilibrar a demanda e a oferta de voos, as empresas Azul e Passaredo estão reduzindo, substancialmente, as suas malhas aéreas de atendimento aos passageiros. Em nota enviada à Tribuna da Bahia, a Azul diz que está realizando ajustes em sua malha doméstica e internacional, “reduzindo sua capacidade consolidada de 20% a 25% no mês de março e entre 35% a 50% em abril e nos meses seguintes até que a situação se normalize”.

Por sua vez, a Voepass Linhas Aéreas (Passaredo) informou que vem acompanhando de perto o cenário causado pela pandemia de Covid-19 no mundo, e também medindo o impacto causado nas suas operações aéreas, com a queda acentuada na demanda pelo transporte aéreo, redução na venda de passagens e crescentes pedidos de cancelamento e no-show dos passageiros nos aeroportos.

“A Azul ressalta, ainda, que já trabalha na reacomodação dos clientes afetados pelas alterações e que, provavelmente, algumas operações em toda a Bahia podem ser afetadas em alguns dias, mas, infelizmente, não tem como fazer recortes por cidade/estado”, diz a nota enviada pela Assessoria de Comunicação.

SUSPENSÃO

Na preservação da integridade física de seus passageiros e colaboradores e também no esforço da manutenção dos postos de trabalho e da atividade econômica da empresa, a Passaredo tomou a decisão de suspender temporariamente as operações regulares da companhia em dez aeroportos”. E cita-os, nominalmente: “Rio de Janeiro (SDU), Araçatuba-SP, Dourados-MS, Marília-SP, Palmas -TO, Teixeira de Freitas -- BA, Foz do Iguaçu-PR, Campos dos Goytacazes-RJ, Três Lagoas -- MS e Campo Grande-MS”.

Ainda na nota oficial, a Passaredo registra que estão mantidas as operações em 21 aeroportos. Ei-los: “Ribeirão Preto-SP, Uberlândia-MG, Brasília-DF, Goiânia-GO, Fortaleza-CE, Natal-RN, Juazeiro do Norte-CE, Salvador-BA, Barreiras-BA, Petrolina-PE, Vitória da Conquista-BA, Maceió-AL, Aracaju-SE, Ilhéus-BA, Porto Seguro-BA, São José do Rio Preto-SP, Macaé-RJ, Rio de Janeiro-RJ (GIG), Rio Verde-GO, Guarulhos-SP, São Paulo-SP(CGH) e Araguaína-TO”.

A companhia ressaltou que a suspensão das atividades será até o próximo domingo 22 e que uma nova atualização de malha seria realizada nesta sexta-feira 20. Completou a nota dizendo: “A empresa estima que dentro dos próximos meses poderá ter um cenário de retorno das atividades regulares da companhia”.

NEGOCIAÇÃO

A nota da Passaredo diz, também, que a companhia está negociando com os sindicatos, de forma a reduzir a força de trabalho, a fim de evitar qualquer processo de demissão dos colaboradores nesse momento difícil por que passa nosso país. E que iniciou um programa de trabalho home-office para todos os colaboradores que possam manter seu posto de trabalho nessa condição.

“As atividades da empresa serão mantidas em seu mínimo durante o período de suspensão das operações. Para todos os passageiros que tiveram seus voos cancelados, informamos que estamos flexibilizando ao máximo todas as regras tarifárias, facultado a remarcação para qualquer data futura ou mesmo postergando o crédito para uso em viagens futuras. Esses passageiros serão contatados pela empresa, não sendo necessário nesse momento qualquer iniciativa de contato.

Finalizou a comunicação pedindo o apoio e a solidariedade de todos nesse momento difícil, “para que juntos possamos atravessar esse grave momento que se coloca perante todos nós”.

POSIÇÃO DA ANAC

Com respostas já prontas no site, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) diz estar acompanhando de perto as ações adotadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que está atenta às restrições ao tráfego de pessoas, que governos estrangeiros têm adotado e que, eventualmente, possam vir a ser adotadas no Brasil. “Embora, neste momento, o que temos em nosso País são recomendações aos viajantes visando reduzir a exposição e transmissão da doença”, esclarece.

Diz ainda que os passageiros que decidirem adiar a sua viagem em razão do novo Coronavírus ficarão isentos da cobrança de multa contratual caso aceitem um crédito para a compra de uma nova passagem, que deve ser feita no prazo de 12 meses contados da data do voo contratado.

Já o passageiro que decidir cancelar sua passagem aérea e optar pelo seu reembolso (observado o meio de pagamento utilizado no momento da compra) está sujeito às regras contratuais da tarifa adquirida, ou seja, é possível que sejam aplicadas eventuais multas. Ainda que a passagem seja do tipo não reembolsável, o valor da tarifa de embarque deve ser reembolsado integralmente. O prazo para o reembolso é de 12 meses.

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