17/03/2020 às 16h09min - Atualizada em 17/03/2020 às 16h09min

Coronavírus: o que você precisa saber

Assista ao Programa Entrelinhas, do último domingo (15), e saiba quais as ações que você precisa tomar para se proteger

Ab Noticia News
Folha Universal
Reprodução

Com o intuito de tranquilizar e informar a população sobre o coronavírus (COVID-19), o programa Entrelinhas, exibido no último domingo (15), pelo Univer Vídeo, trouxe ao estúdio o médico pneumologista Ricardo Teixeira, que esclareceu sobre os fatos relacionados a essa pandemia que tem deixado o mundo inteiro em pânico.

Apresentado pelo Bispo Renato Cardoso, com participação do Bispo Adilson Silva, o programa também contou com a participação (por vídeo) do Chefe da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal, Fabio Wajngarten, que testou positivo ao coronavírus, após participar da comitiva presidencial à Flórida, nos EUA.

Com participação direta de Roma, na Itália, o Bispo Jorge Júnior (responsável pela Universal no país) e a esposa, Juliana Andrade (foto abaixo), falaram sobre a situação local e como as pessoas têm reagido após o governo decretar a quarentena contra o coronavírus à população, desde o dia 11 de março último.

Medidas cautelares

Segundo o Bispo Jorge, as pessoas não podem sair de casa, a não ser por motivo de trabalho, para fazer compras ou irem ao hospital e à farmácia. “No entanto, elas estão confiantes de que irão superar esse período”, diz.

Com relação ao trabalho da igreja, as reuniões foram canceladas, mas os templos permanecem abertos nos horários normais. Ele ressalta, ainda, que não existe nenhum caso de pastor, obreiro ou membro da Igreja infectado.

Para o pneumologista Ricardo Teixeira, todas as medidas cautelares tomadas pelas autoridades são justificadas.

“A ideia é evitar que tenha o espalhamento do vírus. Quando você segura o vírus, você tende a diminuir o pico de incidência da doença e de pacientes graves que, de certa forma, causaria um colapso na saúde. São Paulo tem uma população de mais de 45 milhões de habitantes (…) Se uma porcentagem grande desses pacientes precisasse de leitos na UTI, ou de leitos com cuidados mais avançados, talvez, não houvesse o suficiente para todas essas pessoas. Então, é importante que a gente tente evitar o espalhamento da doença, para impedir que as pessoas mais suscetíveis tenham chance de contrair a doença, e as que tiverem, recebam atendimento adequado”, esclarece o médico.

Grupos de risco

De acordo com Teixeira, ao contrário do Influenza, que atingia pessoas mais jovens, o COVID-19 atinge pessoas mais idosas ou que são portadoras de outras doenças como hipertensão, diabetes, pneumopatas e cardiopatas.

Embora as crianças sejam menos sujeitas à doença, e aquelas que foram contaminadas tenham apresentado sintomas leves, a maior preocupação é evitar que elas contaminem as pessoas dos grupos de risco.

O médico explica que por elas terem maior contato corporal são portadores da doença em potencial.  Por essa razão, a medida de suspender as atividades escolares foi tomada. “A chance de ter a distribuição de vírus dentro do ambiente escolar é muito fácil. Essa criança vai voltar para casa e pode passar para os pais e os avós. Esses pais vão trabalhar e podem transmitir para as demais pessoas”, justifica.

Primeira vacina sendo desenvolvida

O COVID-19 surgiu no final de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, e até o momento não existe um tratamento específico. Ainda não existe vacina e nem um tipo de medicação para combatê-lo.

Entretanto, cientistas israelenses estão desenvolvendo uma vacina oral contra o coronavírus que pode estar disponível em maio próximo e chegará ao mercado em 90 dias.

Contudo, de acordo com o pneumologista, em 80% a 90%  dos casos, o paciente se recupera por si só. Ele informa, ainda, que as pessoas que chegam ao hospital apresentando sintomas voltam para casa com a orientação de ficarem 14 dias em isolamento. Eventualmente, são orientadas a tomar medicação para resfriado.

Na data de exibição do programa, o secretário Fábio Wajngarten (foto abaixo), estava no quarto dia da doença, desde que testou positivo ao coronavírus.

“É muito curioso, cada dia o corpo reage de uma forma diferente. Eu tive febre na terça-feira à noite, fiz o teste na quarta-feira à tarde e entrei em isolamento completo em casa. Não estou tomando medicação nenhuma, porque eu não tive mais febre. Na quinta e na sexta eu quase não tive sintomas, estava disposto, me alimentando bem. Nas duas últimas noites eu já tive dificuldade para dormir e ontem (se referindo ao sábado) tive muito suor durante a noite, acordei com tosse e um pouco de dor no corpo. Continuo sem dor na garganta e um pouco menos disposto e com menos apetite”, relatou.

Possibilidade de reinfecção

Para garantir que nenhum familiar fosse contaminado, a família de Fábio se mudou e sua alimentação é fornecida em material descartável. Além disso, toda a higienização do quarto é feita com materiais anti-infectantes disponíveis. Ele ficará de 7 a 14 dias em quarentena, até desaparecerem os sintomas completamente.

Além dele, outros membros da comitiva presidencial, bem como outras pessoas que participaram de algum dos eventos em Miami, também, foram contaminadas.

Questionado pelo Bispo Adilson sobre a possibilidade de reinfecção, o Dr. Ricardo disse que até o momento tem dois casos relatados na China de uma segunda infecção. “O que a gente não sabe, eventualmente, é se nesse caso houve uma pequena mutação do vírus, o que facilitou uma segunda infecção. Mas, assim como a maioria das doenças, quando a pessoa cria o anticorpo está imune àquela doença e não terá uma reinfecção”, alegou.

Mas, apesar do pânico criado em torno dessa pandemia, o secretário Fabio garante: “comparado à pior gripe que eu já tive, o coronavírus é mais leve”.

Ao decorrer do programa, o médico ainda esclareceu muitas dúvidas dos internautas.

Assista abaixo ao programa na íntegra:

 
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