27/01/2019 às 12h33min - Atualizada em 27/01/2019 às 12h33min

Aprovada em 1º lugar em medicina na USP é engenheira formada pela Poli: 'Abdiquei de tudo para só estudar'

Lista de aprovados no vestibular da Fuvest 2019 foi divulgada nesta quinta-feira.

Marina Pinhoni, G1 SP — São Paulo
A engenheira Beatriz Rizzuto passou em 1º lugar em medicina na USP — Foto: Arquivo pessoal

Foi com surpresa que a engenheira Beatriz Rizzuto, de 26 anos, recebeu nesta quinta-feira (24) a notícia de que passou em primeiro lugar na Fuvest 2019 em um dos cursos mais concorridos e prestigiados do país: medicina na Universidade de São Paulo (USP).

“Fiquei apática, não caiu a ficha na hora. Não tinha certeza nem que passaria, quanto mais em primeiro lugar. Quase tive um troço!”, diz.

Embora seja modesta no discurso, a aprovação na instituição não é novidade para a estudante. Beatriz já tinha passado na Fuvest em 2011, após fazer um ano de cursinho. Ela entrou na Escola Politécnica (Poli-USP) onde se formou em engenharia da computação. No entanto, a jovem decidiu mudar de carreira e seguir o sonho antigo de fazer medicina.

“Quando escolhi computação ainda estava muito perdida. Eu fiz os cinco anos, me formei, cheguei a trabalhar na área. Mas não era isso que eu queria, não estava feliz”, conta. Embora goste muito de exatas, Beatriz afirma que não conseguia se encontrar na profissão.

Por outro lado, o exercício prático da medicina sempre a atraiu. “Sou fascinada pelo corpo humano. E eu vejo muita utilidade na profissão. É óbvio pensar que o que vou aprender na faculdade vou poder usar na prática com os pacientes”, afirma.

 

Muito estudo e privação

 

Para conquistar a tão desejada vaga, Beatriz fez um ano e meio de cursinho no Anglo e se dedicou muito aos estudos. Ela afirma que contou com a ajuda dos pais durante todo o processo.

 

“Eu abdiquei de tudo que não fosse estudar. Estudava de manhã, de tarde, de noite. Não tinha feriado, fim se semana, festa, nada. Até deixei de ver os amigos, mas eles entenderam, porque sabiam que era temporário”, diz.

 

Beatriz acredita que não há uma “fórmula mágica” para quem pretende passar no vestibular.
 

“Tem que descobrir o que funciona para você, não adianta tentar repetir o método das outras pessoas. Mas é importante ir testando e aprendendo com os erros, aí você vai pegando o jeito ao longo do ano”, diz.

 

Corpo são, mente sã

 

O que a estudante fez de diferente, além de estudar muito, foi investir no preparo emocional e no preparo do corpo para aguentar a maratona de estudos.

“O que mais me atrapalhava era a ansiedade, então eu investi também no lado emocional. A meditação e a Yoga me ajudaram muito nesse aspecto”, afirma.

“Além disso, eu fazia academia duas vezes por semana para o corpo não quebrar. As pessoas muitas vezes não pensam nisso, mas ficar sentada por tantas horas exige um certo preparo físico”. Mas, até na hora do exercío, o que tocava nos fones de ouvido era o áudio das aulas que ela gravava.

 
 

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